O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, considerou, nesta quarta-feira, 27, em Luanda, que a digitalização dos serviços financeiros, a expansão dos serviços de pagamentos electrónicos e a integração de novas tecnologias estão a redefinir o sector bancário angolano.
Ao proferir o discurso de abertura da IV Angola Banking Conference, numa iniciativa da revista Economia & Mercado que conta com a parceria da PwC, o líder do banco central observou que esta dinâmica tem permitido a abertura de espaço para maior eficiência, competitividade e inclusão.
Destacou a introdução de soluções mais avançadas no sistema de pagamentos de Angola, com recurso crescente às tecnologias emergentes e a adopção de soluções inovadoras, como pagamentos por código QR e contactless.
O crescimento dos pagamentos electrónicos, das fintechs e dos serviços digitais melhora a eficiência dos bancos e facilita o acesso da população aos serviços financeiros
No evento que decorre sob o lema ‘Futuro da Banca em Angola: Resiliência, Inovação e Sustentabilidade do Negócio’, Manuel Tiago Dias sublinhou a expansão dos pagamentos instantâneos, com particular realce para o KWiK, que permite a realização de transferências em tempo real de forma simples, rápida e acessível.
“Importa igualmente destacar o desenvolvimento do Open Banking enquanto ecossistema, assente num conjunto de regras e processos tecnológicos que permitem a partilha de dados entre instituições financeiras através da integração de sistemas sempre com base no consentimento expresso dos clientes”, realçou.
Neste quesito, observou o governador do Banco Nacional de Angola, a instituição que regula actividade bancária no País publicou, recentemente, o Position Paper, um dispositivo que espelha a perspectiva do BNA sobre a matéria de partilha de dados entre instituições financeiras.
A IV Angola Banking Conference, refere a organização em Nota de Imprensa, realiza-se “num momento crítico” para o sector financeiro angolano, marcado por maiores exigências de compliance, concorrência crescente e desafios tecnológicos, com a inovação e a digitalização a transformarem a banca em Angola.
“O crescimento dos pagamentos electrónicos, das fintechs e dos serviços digitais melhora a eficiência dos bancos e facilita o acesso da população aos serviços financeiros, promovendo maior inclusão financeira e bancarização da economia local”, lê-se no referido documento.
Num contexto em que os bancos enfrentam o desafio de garantir a sustentabilidade do negócio, a conferência destaca ainda a importância de fortalecer a confiança internacional no sistema financeiro angolano, atraindo investimento estrangeiro e consolidando uma banca mais competitiva, inovadora e sustentável, observa ainda o comunicado.


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