O Access Bank Angola aprovou um crédito no valor de 230 milhões USD para financiar o sector do petróleo e gás, anunciou o presidente da Comissão Executiva (PCE) da instituição, Ricardo Ferreira, em declarações à imprensa.
Para Ricardo Ferreira, que falou à margem da sexta edição do Africa Financial Summit (AFIS - 2026), a participação do respectivo banco (presente em 15 países africanos e com activo de 40 mil milhões USD) no sector do petróleo e gás reside no facto de ser o motor da economia angolana.
O chief executive officer (CEO) do Access Banking Angola informou igualmente que decorrem conversações com o Ministério das Finanças para vários projectos cujo resultado pode ajudar Angola no sector da agricultura.
Ainda a nível interno, asseverou, a instituição bancária de capital maioritariamente nigeriano tem se focado em potenciar as importações de clientes preocupados a alavancar as respectivas indústrias, no sentido de expandir o conteúdo local. “Angola tem de ter vantagens competitivas”.
As ambições da instituição financeira africana (presente em todos os países da costa atlântica e índica), como se pôde depreender das declarações de Ricardo Ferreira, estende-se ao Corredor do Lobito, pois pretende apoiar os clientes da Zâmbia e da República Democrática do Congo (RDC), relativamente à importação de minerais e exportação de mercadorias angolanas.
“Vai-se começar a criar um Corredor do Lobito digital, aquilo que se chama o marketplace, em que se poderá descobrir quais são as mercadorias e produtos feitos ao longo do corredor”, afirmou em declarações à imprensa.
O CEO da instituição supracitado está confiante no progresso económico do País, face aos investimentos feitos naquela infra-estrutura ferroviária.
“A logística vai alavancar o crescimento da economia nessa área. É uma infra-estrutura interessante porque acaba por atrair capital internacional para depois desenvolver a economia local” argumentou Ricardo Ferreira.
Segundo Ricardo Ferreira, o Access Banking Angola tem capacidade para financiar projectos até 200 milhões USD, está a analisar várias possibilidades.
Questionado sobre a persistência da pobreza no continente africano, apesar da existência de empresas e bancos com muito dinheiro. Em resposta, apontou como uma das causas a segurança dos contratos.
“O ecossistema de crédito tem de ser sofisticado para que exista mais segurança para os bancos”, argumentou o CEO do Access Bank Angola.















