Angola ocupa a quarta posição entre as nacionalidades estrangeiras com maior representação no sistema prisional português em 2025. De acordo com o Relatório de Segurança Interna (RASI) até 31 de Dezembro do ano passado encontravam-se detidos em Portugal 138 cidadãos angolanos, a grande maioria (126) já residia legalmente no país antes da detenção.
No universo de 2.374 reclusos estrangeiros de 86 nacionalidades, os angolanos correspondem a cerca de 6% do total. O ranking é liderado por países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) onde se destaca o Brasil com 669 reclusos, dos quais 370 residentes.Cabo Verde com 419 reclusos (389 residentes) e Guiné-Bissau com 193 (154 residentes) completam o ‘top 3’.
O RASI, consultado pela E&M, detalha que o sistema prisional português acolhia um total de 13.136 reclusos até ao final de 2025, incluindo 361 inimputáveis e mais de três mil em prisão preventiva. Apesar da relevância dos dados sobre estrangeiros, a maioria dos detidos continua a ser de nacionalidade portuguesa, representando 81,9% da população prisional (10.762 presos).
Nas prisões portuguesas, os crimes contra as pessoas, onde estão incluídos os homicídios, contra o património e os crimes relacionados com o tráfico de droga são os que têm maior peso entre os presos condenados.

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