Angola e a República Democrática do Congo (RDC) perspectivam, com a implementação da Zona de Interesse Comum (ZIC), a exploração de mais de mais de 200 milhões de barris de petróleo, segundo avaliações preliminares sobre as potencialidades da zona.
A informação foi passada, nesta segunda-feira, 4, pelo administrador da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Alcides Andrade, que previu a primeira produção para um prazo de três a seis anos, após a conclusão dos trabalhos de pesquisa e avaliação.
Segundo o responsável, que falava à RNA, a implementação da Zona de Interesse Comum está numa fase avançada, augurando que o modelo de governação conjunta permita assegurar uma exploração eficiente dos recursos.
Esta dinâmica, acrescentou o administrador Executivo da ANPG, vai viabilizar a criação de condições para a atracção de investimento, o fortalecimento das empresas nacionais e a geração de benefícios económicos e sociais para ambos os países.
Alcides Santos sublinhou que a operacionalização da ZIC vai reforçar a cooperação bilateral, assente na confiança mútua, na estabilidade jurídica e na gestão partilhada dos recursos petrolíferos transfronteiriços.
A Zona de Interesse Comum é uma área marítima partilhada entre Angola e a República Democrática do Congo, criada por acordo bilateral para a exploração conjunta de recursos petrolíferos em zonas de fronteiras marítimas sobrepostas.
O modelo, lê-se numa nota do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, prevê a gestão partilhada, a divisão equitativa dos recursos e dos proveitos e a coordenação institucional entre os dois Estados para garantir uma exploração eficiente e transparente.















