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Angola Investe: Fernando Teles exige pagamento de dívida

Fernando Baxi
25/2/2026
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Foto:
DR

Fernando Teles disse saber que se trata de um assunto polémico, mas o Estado não pode estar desde 2019 sem pagar as bonificações devida aos bancos.

O banqueiro e um dos principais accionistas do Banco BIC, Fernando Teles, exige ao Estado o pagamento das bonificações de juros do Angola Investe.  

Fernando Teles, que preencheu a plateia da “VIII Conferência E&M Sobre Agricultura”, realizada em Luanda, a 24 de Fevereiro de 2025, disse saber que se trata de um assunto polémico, mas o Estado não pode estar desde 2019 sem pagar as bonificações. “É preciso que as pessoas todas saibam”.    

Diante do representante do Fundo de Garantia de Crédito (FGC), Miguel Santos, o banqueiro (também dos maiores agro-empresários do País) declarou que jamais houve um pagamento por parte daquela instituição financeira não bancária, adstrita ao Ministério das Finanças (MINFIN). 

“O Miguel Santos, já foi meu funcionário, sabe perfeitamente que isto é verdade. Por isso é que a agricultura em Angola não se desenvolve”, declarou o ex-presidente do Conselho de Administração do Banco BIC. 

Para o empresário Fernando Teles, tem que haver respeito e confiança entre as partes (banca/Estado). “Sou uma pessoa que produz em Angola, Brasil e Portugal. O maior constrangimento é a produção em Angola”. 

Em resposta às preocupações do empresário da banca e do agro-negócio, Miguel Santos reconheceu haver atrasos no pagamento das garantias accionadas aos bancos. Mas, em 2023, continuou, o Conselho de Administração do FGC, que tomou posse em finais de 2022, elaborou um plano de saneamento para liquidar operações executadas anteriormente. 

O plano do board daquela instituição financeira não bancária, informou ainda Miguel Santos, consiste na liquidação de 10 mil milhões de Kwanzas por ano. “Em 2024 e 2025 foi esse o pagamento a vários bancos comerciais”.

“Tenho informações concretas de que o Banco BIC, por acaso, já tem um valor aprovado. Vai ser pago, penso que no curto prazo, várias operações que andam pendentes a nível de accionamento”, anunciou Miguel Santos.     

Fernando Teles falou, igualmente, das dificuldades vividas enquanto empresário do sector agrícola em Angola, visto que também investimentos na República Federativa do Brasil e Portugal, maiores economias da CPLP. 

“Temos três matadores em Angola. Estamos com muita dificuldade em escoar arroz e suínos. Produzimos semanalmente 1 200 porcos”, afirmou.

Apesar das dificuldades no sector agrícola, Fernando Teles disse respeitar o trabalho desenvolvido pelo ministro da Agricultura, Isaac Maria dos Anjos.