As autoridades angolanas atribuíram cerca de 30 concessões para exploração de florestas plantadas no País, um modelo que a tutela do sector pretende que atraia mais empresários devido à sua capacidade de garantir a sustentabilidade florestal, informou o secretário de Estado para as Florestas, João Cunha.
“Apelamos a mais empresários e não só que se interessem em enveredar para esta prática de explorar madeira na floresta plantada. Este é o caminho que gostaríamos que tivesse muito mais preponderância”, afirmou o governante, quando participava, nesta terça-feira, 24, em Luanda, na 8.ª Conferência Economia & Mercado sobre Agricultura.
Sustentou que, contrariamente à exploração de florestas nativas – existem 11 concessões deste modelo no País – as concessões de florestas plantadas traduzem a “via mais sustentável” para que se possa explorar a madeira e gerar riqueza, mas “riqueza sustentável em todo o processo”.

João Cunha, ao intervir na mesa-redonda sobre ‘Segurança Alimentar, Concessões Florestais e Gestão Sustentável dos Recursos Naturais’, sublinhou que a estratégia que se adotou para que se possa rapidamente dar a volta à situação de desflorestação foi passar do modelo de licenças para concessões.
“O modelo de concessões vem, justamente, ajudar-nos a mitigar esta grande perda [de espaços florestais] que assistimos no passado. Actualmente, temos mais de 40, 50 concessões que foram já cedidas, concessões essas que estão a permitir replantar, recuperar os polígonos florestais que tínhamos disponíveis no passado”, disse o secretário de Estado para as Florestas.

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