Só uma em cada quatro famílias no país, o equivalente a cerca de 25%, considera possível poupar dinheiro na actual situação económica, indica a Folha Rápida de Informação (FIR) do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o Inquérito de Conjuntura no Consumidor (ICC), referente ao IV trimestre de 2025.
O resultado representa uma queda acentuada face ao trimestre anterior, quando mais de metade das famílias, cerca de 54%, afirmava ainda conseguir poupar.
O documento do INE mostra que, apesar da percepção negativa sobre a poupança, o indicador de confiança dos consumidores manteve-se relactivamente estável em comparação com o terceiro trimestre de 2025, registando uma tendência de melhoria face ao mesmo período do ano anterior.
De acordo com o INE, esta evolução resulta do aumento das expectativas das famílias quanto à situação económica actual, bem como das perspectivas de melhoria da situação financeira dos agregados familiares e da economia do país nos próximos 12 meses.
No período em análise, a percepção sobre a evolução passada dos preços de bens e serviços registou um ligeiro aumento, invertendo a tendência de descida observada nos três trimestres anteriores. Este comportamento reflecte, de acordo com o documento, uma avaliação negativa das famílias sobre a evolução dos preços ao longo do último ano.
Por outro lado, o grau de optimismo em relação à actividade económica das famílias nos últimos 12 meses registou relactiva estabilidade face ao período anterior, mantendo os níveis de confiança dos consumidores observados no terceiro trimestre de 2025. Quanto ao desemprego, as famílias indicam que o nível registado nos últimos 12 meses permaneceu relativamente estável.
O relatório consultado pela E&M destaca ainda que, há quatro trimestres consecutivos, a confiança das famílias quanto à evolução futura da situação financeira mostra sinais de melhoria, evidenciando um aumento gradual do optimismo dos consumidores em relação aos próximos 12 meses.
Contudo, as expectativas sobre os preços dos bens e serviços para o próximo ano voltaram a aumentar, o que tem contribuído para enfraquecer o optimismo dos consumidores nos dois últimos trimestres.
Segundo o ICC, a maioria das famílias no País não prevê realizar grandes despesas, como a compra de uma viatura ou de uma habitação, nos próximos dois anos.
O indicador que mede a confiança do consumidor nacional permanece em terreno negativo há pelo menos seis anos. Segundo o Expansão, em 2024 o índice terminou em níveis de pessimismo muito próximos dos registados em 2020, ano marcado pela pandemia da Covid-19, quando a economia nacional sofreu uma queda de 5,6%, a maior em mais de duas décadas.

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