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Benguela, Uíge e Huíla lideram lista de obras paradas no País

Teresa Fukiady
13/3/2026
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Foto:
DR

Em Luanda, a capital do País, o levantamento do INE identificou 296 obras paralisadas, correspondentes a 75% de um total de 396 construções observadas no período.

Cerca de 80% (3.670) das obras num universo de 4.579 em construção no País estavam paralisadas no quarto trimestre de 2025. Benguela com 1.076 obras suspensas, o equivalente a 99% de um universo de 1.088 projectos lidera a lista de províncias com mais construções interrompidas. Segue-se o Uíge, com 395 obras paradas (98%) entre 404 projectos visitados, e a Huíla, com 320 das 351 construções identificadas (91%).

Os dados constam do último Inquérito de Acompanhamento dos Edifícios em Construção (IAEC) do quarto trimestre, do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em Luanda, a capital do País, o levantamento do INE identificou 296 obras paralisadas, correspondentes a 75% de um total de 396 construções observadas no período.

Em sentido contrário, algumas províncias destacaram-se com o maior número de projectos em execução. O Namibe lidera, com 160 obras em construção (90%) num total de 178, seguido do Bié, com 151 projectos activos (62%), e do Huambo, com 131 obras em execução (59%). Em Luanda, apenas 100 projectos (25%) estavam em curso entre Outubro e Dezembro do ano passado.

O levantamento mostra que a maioria das construções visitadas destina-se à habitação, com 3.853 projectos, seguidos por obras para uso próprio (403) e de propósito misto (323).

Quanto ao destino das construções, no quarto trimestre de 2025, foram registados 4.304 projectos residenciais e 275 não residenciais (constituído por indústria, comércio, hospitais, escolas, escritórios, igrejas e hotéis). Os dados indicam igualmente que grande parte das obras é realizada por construtores familiares, responsáveis por 3.932 projectos, muito acima das executadas por profissionais ou mestres de obra (433) e empresas privadas (214).

Em termos de dimensão das construções, Benguela, Bié, Luanda, Lunda Sul, Uíge e Huíla concentram a maior área bruta de edificação, representando uma parcela significativa da superfície total construída no período analisado.

Factores associados à crise económica dos últimos anos são apontados como algumas das causas da paralisação das obras, com destaque para o aumento dos preços dos materiais de construção, sobretudo do cimento.