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CFL retoma ligação ferroviária ao AIAAN dez meses após suspensão

Teresa Fukiady
27/4/2026
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Foto:
DR

Nesta primeira etapa, estão previstas quatro frequências diárias de segunda a domingo, nos serviços inter-estações com partidas das estações terminais do Bungo e AIAAN

A circulação de comboios de passageiros do centro da cidade de Luanda e o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto (AIAAN, em Icolo e Bengo, foi retomada nesta segunda-feira, 27, dez meses após a suspensão do serviço.

A ligação, assegurada pelo Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL), volta a operar a partir da Estação do Bungo, com paragens intermédias nas estações dos Musseques, Viana e Baia.

De acordo com o porta-voz do CFL, Augusto Osório, a retoma será feita de forma faseada. Nesta primeira etapa, estão previstas quatro frequências diárias de segunda a domingo, nos serviços inter-estações com partidas das estações terminais do Bungo e AIAAN.

No período da manhã, os comboios partem da Estação do Bungo às 06 horas e do AIAAN às 07h:30. Já no período da tarde e noite, as partidas estão programadas para às 14 horas (Bungo) e 18h:10 (AIAAN). Augusto Osório justifica que os horários foram definidos com base num plano técnico-operacional estruturado. 

A retoma gradual, explica o porta-voz do CFL, resulta do processo de montagem de pedonais e de outros equipamentos que permitirão a mobilidade segura das pessoas que atravessem a linha férrea, bem como o aumento da eficácia operacional dos comboios.

A circulação de comboio entre a estação do Bungo e o AIAAN havia sido suspenso em Junho de 2025, por “motivos técnicos e operacionais”, para permitir trabalhos de manutenção no ramal ferroviário do aeroporto, com recurso a equipamentos pesados, segundo o CFL. 

Inicialmente, a previsão apontava para a retoma em Setembro do mesmo ano. No entanto, os trabalhos prolongaram-se por cerca de dez meses.

Em Outubro de 2025, à Lusa, Augusto Osório admitiu que a reposição da circulação só ocorreria em 2026, sublinhando que as intervenções visavam garantir maior segurança para os utilizadores e das pessoas que atravessam a linha férrea e ainda melhorar a fluidez do tráfego ferroviário.