O clima entre os empresários no arranque deste ano manteve-se cinzento, ainda que com sinais de estabilização face ao final do ano anterior. A confiança dos empresários voltou a cair no primeiro trimestre para 5 pontos, contra 6 pontos no período homólogo, apurou a E&M de acordo com o Indicador de Clima Económico divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O inquérito auscultou gestores dos sectores da construção, comércio, indústria transformadora, indústria extractiva, transportes, turismo e comunicação. Os principais desafios apontados são os mesmos: pouca procura, dificuldades financeiras, excesso de burocracia e regulamentações estatais.
Os transportes são o sector mais animado. Os gestores beneficiam do aumento do transporte de materiais para as obras públicas e de um ciclo económico mais favorável. A carteira de encomendas cresceu e o volume de negócios melhorou.
A construção civil também regista melhoria, impulsionada pelas obras públicas, que continuam a ser a principal fonte de receita. Os empresários do sector estão mais confiantes no emprego e no volume de negócios para os próximos meses.
Na indústria extractiva, as perspectivas de exportação degradaram-se. Grande parte da produção está a ser absorvida internamente. Os empresários reportam mais dificuldades do que no ano anterior, especialmente nas áreas financeira e regulatória.
O comércio manteve o mesmo ritmo, com aposta nos produtos nacionais, que atingiram o peso mais elevado de sempre. Os empresários do comércio estão mais optimistas quanto às encomendas, aos fornecedores e ao emprego, e mantêm os preços de venda em terreno positivo. A falta de procura e o difícil acesso ao crédito continuam a ser as principais limitações, mas a viragem para o produto interno é um sinal estruturalmente positivo.
Na indústria transformadora as perspectivas de produção continuam positivas e as expectativas para o volume de negócios nos próximos meses são animadoras. A capacidade de produção utilizada aumentou e os empresários estão a importar mais matérias-primas, o que sugere preparação para produzir mais.
No sector da comunicação, a actividade actual está em terreno negativo. As perspectivas de actividade e de procura dos serviços, impactaram negativamente, na percepção dos empresários do sector.


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