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Concluído processo de desarmamento de empresas privadas com mais de 35 mil armas de guerra recolhidas

Teresa Fukiady
24/2/2026
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Foto:
DR

Com a retirada das armas de guerra, as empresas passam a estar obrigadas a utilizar exclusivamente armas orgânicas.

Mais de 35 mil armas de guerra, de diversos calibres, foram retiradas da posse de Empresas Privadas de Segurança (EPS) e Sistemas de Autoprotecção (SAP) em todo o País, no âmbito do processo de desarmamento conduzido pelo Ministério do Interior. Durante a operação, foram igualmente apreendidos mais de 35 mil carregadores e cerca de 200 mil munições.

O encerramento formal da operação foi assinalado nesta segunda-feira, 23, num acto realizado no Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais (ISCPC) ‘Osvaldo de Jesus Serra Van-Dúnem’, em Luanda, e marcou o fim do processo de substituição do armamento de guerra por armas de calibre civil.

De acordo com os dados oficiais, foram recolhidas 35.656 armas de guerra, entregues às Forças Armadas Angolanas (FAA). Luanda, a capital do País, lidera a lista, com mais de 22 mil armas retiradas de circulação, seguida de Benguela (2.666), Lunda-Norte (2.160) e Huíla (1.247).

O processo de substituição das armas de guerra em posse das empresas de segurança privada e dos sistemas de autoprotecção teve início em 2021 e decorreu em três fases. 

A primeira, de carácter piloto, foi centrada na sensibilização e na conformação legal. A segunda, de entrega voluntária, decorreu entre 1 de Outubro e 31 de Dezembro do mesmo ano, período em que foram entregues apenas 1.548 armas, de um total de 40.939 controladas controladas pela Polícia. A terceira e última fase, de recolha coerciva, decorreu entre 18 de Fevereiro de 2025 e 18 de Fevereiro de 2026, permitindo a recuperação massiva do armamento em falta. 

Com a retirada das armas de guerra, as empresas passam a estar obrigadas a utilizar exclusivamente armas orgânicas, nomeadamente espingardas de calibre 12 milímetros e pistolas semiautomáticas de calibre superior a 6,75 milímetros.

A Polícia justifica que a mudança de método visa igualmente travar o desvio de armamento para a criminalidade. Entre Janeiro de 2024 e Fevereiro de 2025, as empresas de segurança perderam 254 armas, que acabaram por ser utilizadas em acções criminosas.