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Diversificação da economia é essencial para sustentabilidade da banca, defende administrador executivo do BFA

Teresa Fukiady
28/5/2026
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Foto:
Andrade Lino

Paulo Alves considerou que a diversificação das receitas da banca “não é opcional”.

O administrador executivo do Banco de Fomento Angola (BFA), Paulo Alves, defendeu nesta quarta-feira, 27, a criação de soluções de crédito mais simples e adaptadas às micro e pequenas empresas. A afirmação foi feita durante a IV edição do Angola Banking Conference, realizada nesta quarta-feira, 27, sob o lema “O futuro da banca em Angola: resiliência, inovação e sustentabilidade do negócio”.

Segundo o responsável, apesar de a banca ter aumentado a concessão de crédito nos últimos anos, o acesso ao financiamento continua concentrado nas grandes empresas e nos clientes com maior capacidade financeira. “Provavelmente temos que ser mais criativos para conseguir chegar ao crédito às micro e pequenas empresas, criando produtos mais simples, com modelos de scoring, porque ter dados permite-nos ter informação e tomar decisões”, reforçou o gestor. 

Durante o debate, Paulo Alves considerou que a diversificação das receitas da banca “não é opcional” e que a sustentabilidade da banca depende directamente da diversificação da economia nacional. 

“Diversificar significará, na prática, sustentabilidade da banca. Diversificar o país significará também a sustentabilidade da banca, porque não vivemos numa ilha. Vivemos num contexto de país que tem feito os seus progressos e que tem desafios enormes”, sublinhou.

O gestor defendeu ainda um maior alinhamento entre o Executivo, o Banco Nacional de Angola, os bancos comerciais e os restantes actores económicos, considerando que esta convergência permitirá “construir um país melhor para todos”.

Paulo Alves rejeitou parcialmente a ideia de que a banca continua distante do financiamento da economia real, embora reconheça que o sector ainda enfrenta desafios. “Podemos fazer mais? Sim. Podemos fazer melhor? Temos de conceder crédito responsável, porque o crédito não for responsável tem impactos violentos e coloca em causa a sustentabilidade das organizações”, afirmou.

Durante a intervenção, Paulo Alves apontou ainda o Aviso 10 do Banco Nacional de Angola como um exemplo positivo de política regulatória com impacto na economia nacional. “O Aviso 10 é um caso de sucesso em Angola e que impactou na economia, na criação de novas oportunidades de investimento, novos empregos e mais impostos”, afirmou, acrescentando que o país “está a fazer o caminho no sentido certo”.