A dívida externa do Estado angolano a empresas, incluindo atrasados, cresceu 9% em termos homólogos no primeiro trimestre de 2026, fixando-se nos 4.496,3 milhões USD, contra 4.128,9 milhões USD no mesmo período de 2025, apurou a E&M com base em estatísticas externas do Banco Nacional de Angola.
A dívida a fornecedores fechou 2025 nos 4 396 milhões USD e, em apenas três meses, o Estado angolano somou mais 171,4 milhões USD, um crescimento de 4,2%.
O Governo tem recorrido de forma crescente ao financiamento de curto prazo junto de fornecedores privados, uma estratégia que agrava a pressão sobre as reservas internacionais e a sustentabilidade da dívida externa. No primeiro trimestre, as reservas líquidas do BNA caíram 477 milhões USD para 15,4 mil milhões USD.
Num relatório de finais de 2025, o Fundo Monetário Internacional deixou um conjunto de recomendações ao Executivo angolano para melhorar a transparência, o controlo de custos e a sustentabilidade da dívida a fornecedores.
“O aumento da dívida pública a fornecedores, sobretudo a de curto prazo, torna a economia mais sensível a mudanças súbitas na liquidez internacional e reduz a margem de manobra do Estado em cenários de crise”, lê-se no relatório.
O stock da dívida externa pública angolana, excluindo atrasados, cresceu 6,5% no primeiro trimestre de 2026 para 52 462 milhões USD face aos 49 266 milhões USD registados em igual período de 2025.
A dívida comercial subiu 7,4% para 38 651 milhões de dólares, com os bancos (títulos e obrigações) a crescerem 7,2% (34 469 milhões USD) e os fornecedores (empresas) a dispararem 9% (4 182 milhões USD). A dívida multilateral aumentou 7,6% para 10 983 milhões USD.















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