Angola arrecadou 10,16 mil milhões USD com as exportações de petróleo bruto e gás natural no segundo trimestre de 2026, apurou a E&M junto dos dados do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET).
Por detrás deste resultado está o aumento dos volumes comercializados entre Abril e Junho, a par da valorização dos hidrocarbonetos no mercado internacional. O principal motor do encaixe foi a cotação do barril de Brent, cujo preço médio subiu para 103,849 USD, uma valorização de 53% face ao período homólogo, permitindo ao País absorver os choques da volatilidade geopolítica global.
As vendas de petróleo bruto geraram 8,91 mil milhões USD, o que representa uma subida de 24,59% face ao trimestre anterior e de 54,71% em relação ao mesmo período de 2025.
O país colocou no mercado internacional 88,12 milhões de barris (mais 2,22% do que no primeiro trimestre e mais 3,85% em termos homólogos), com o preço médio ponderado fixado em 101,087 USD por barril. A China manteve a liderança destacada ao absorver 51,67% do crude angolano, seguida da Índia (12,20%), Espanha (5,45%) e Indonésia (5,08%).
Já as exportações de gás natural renderam 1,25 mil milhões USD, valor que traduz um avanço de 37,52% em relação aos primeiros três meses do ano e de 64,21% na comparação homóloga. No total, o país expediu 1,52 milhões de toneladas métricas, das quais 87% em Gás Natural Liquefeito (LNG).
Os mercados asiáticos concentraram a procura. A Índia reafirmou a posição de maior cliente ao captar 63,18% do LNG exportado, seguida do Bangladesh (20,86%) e da Tailândia (10,86%).













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