Angola vendeu ao exterior bens não petrolíferos no valor de 2,4 biliões Kz, calculou a E&M a partir do Anuário de Estatísticas de Comércio Externo 2025, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Este montante representa 8% do total exportado pelo País (28 biliões Kz) e confirma a persistente dependência da economia angolana face ao crude, cujas vendas somaram 25,6 biliões Kz, cerca de 91,44% do conjunto das exportações.
Os dados compilados evidenciam um crescimento sustentado das vendas de produtos como diamantes, metais comuns, café, frutas e minerais. A categoria “Pérolas, Pedras e Metais Preciosos, Bijutarias”, onde se destacam os diamantes, liderou as exportações fora do petróleo com 1,62 biliões Kz. Este valor representa um aumento de 21,15% face ao ano anterior (1,34 biliões Kz) e equivale a cerca de dois terços do total não petrolífero.
Já os “Metais Comuns e suas Obras” dispararam 219,57% para 305,7 mil milhões Kz, impulsionados sobretudo pelo ferro fundido bruto (16,7 mil milhões Kz), ferroligas (11,5 mil milhões Kz) e obras de chumbo, alumínio e aço. As “Máquinas e Aparelhos” contribuíram com 147,8 mil milhões Kz, enquanto os “Produtos Agrícolas e Animais Vivos” cresceram 54% para 26,8 mil milhões Kz, com destaque para o café (8,3 mil milhões Kz), bananas, tomates e outros produtos hortícolas.
O INE revelou ainda que a balança comercial de Angola registou, em 2025, um saldo positivo de 12,7 biliões Kz, um valor 31,5% inferior aos 18,6 biliões Kz do ano anterior. A redução deveu-se, sobretudo, à queda das exportações de petróleo bruto e ao aumento das importações no período. O resultado reflecte uma redução nas exportações do principal produto do País, influenciada pela diminuição das vendas de bens em 11,53% e pelo aumento das compras externas em 16,93%.
De acordo com o documento, as exportações totalizaram 28 biliões Kz, enquanto as importações atingiram 15,2 biliões Kz. As reexportações cresceram 7,73% e fixaram-se em 2,7 biliões Kz. Já as reimportações registaram uma ligeira redução de 2,98%. Em termos de volume, os meses com maior peso nas exportações foram Julho (8,96%), Janeiro (8,76%) e Agosto (8,65%).


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