Domingo, 12 de Abril, foi trágico para Benguela. A chuva que se abateu sobre aquela província do Litoral do País destruiu o dique sobre o rio Cavaco, provocando mortes, inundações de residências e desabamentos de importantes infra-estruturas .
Dados oficiais apontam para cinco mortes confirmadas e vários cidadãos desaparecidos. A intervenção de efectivos de órgãos militares e paramilitares, além de cidadãos voluntários, permitiu o salvamento de quase 2 mil pessoas, que se encontram desalojadas.

Bairros como Calomanga, Seta Antiga, Massangarala, Compão, Capiandalo e Cotel foram fortemente abalados pelos estragos provocados pela chuva. A circulação nessas zonas ficou condicionada devido às fortes correntezas de água.
A mobilidade entre os municípios de Benguela e do Lobito ficou afectada. Parte do troço do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) sofreu igualmente danos que limitaram a circulação do comboio.
O quadro crítico deu lugar a uma campanha de solidariedade, com o Grupo Carrinho e o Banco de Comércio e Indústria (BCI) a anunciarem a mobilização de mais de mil milhões de Kwanzas para acudir às famílias severamente afectadas.
O partido político Bloco Democrático propôs que as autoridades decretem Estado de Emergência na província de Benguela, de modo a permitir uma maior mobilização em direcção à assistência humanitária às populações.
Não se trata da primeira vez que a província de Benguela é assolada por situação do género, pelo que, sobretudo ao nível da sociedade civil, cresce uma onda de indagações sobre as lições tiradas dos incidentes passados.


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