O Japão doou 63,7 milhões de dólares ao Programa Alimentar Mundial (PAM) para apoiar a assistência alimentar em Angola e em outros 26 países e regiões afectadas por conflitos, desastres naturais e crises económicas.
Em Angola, de acordo com o PAM, registam-se choques económicos e climáticos significativos que ameaçam tanto o crescimento económico como a segurança alimentar. Estima-se que 2,2 milhões de pessoas necessitem de assistência, incluindo 1,8 milhão em situação de insegurança alimentar e 1,3 milhão que precisam de apoio nutricional.
O organismo das Nações Unidas sublinha que Angola é um país de rendimento médio-baixo, com défice alimentar e uma população jovem em rápido crescimento, onde mais de metade da população vive com menos de 3,65 dólares por dia.
No país, como refere o PAM, 40% das crianças entre os 6 e os 59 meses sofrem de desnutrição crónica, enquanto cerca de 5% apresentam emaciação (baixo peso para a altura). O PAM atribui estes indicadores a vários factores, incluindo acesso limitado a alimentos nutritivos, água contaminada, fracas condições de saneamento e higiene, práticas inadequadas de alimentação infantil e acesso insuficiente a serviços essenciais, agravados pela pobreza.
Além de Angola, da lista constam países como Afeganistão, Burkina Faso, Burundi, Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Djibuti, Haiti, Quénia, Líbano, Madagáscar, Mali, Myanmar, Nigéria, Paquistão, Ruanda, Somália, Sudão do Sul, Palestina, Sudão, Tanzânia, Tailândia, Uganda, Ucrânia, Iémen e Zimbabwe.
Segundo o PAM, uma parte significativa do financiamento, equivalente a 28,7 milhões de dólares, será destinada à assistência alimentar de emergência na Palestina, onde milhões de pessoas continuam a enfrentar níveis severos de insegurança alimentar.
O pacote inclui ainda 4,2 milhões de dólares para o Afeganistão, país recentemente afectado por inundações severas e sismos; 5,2 milhões de dólares para comunidades atingidas pelo terramoto em Myanmar; e 2 milhões de dólares para apoiar comunidades no Paquistão que continuam a recuperar de cheias devastadoras.
De acordo com dados consultados pela Economia & Mercado (E&M), o apoio japonês permitirá ainda reforçar programas de nutrição, segurança alimentar e educação em contextos de crise, incluindo iniciativas de refeições escolares e acesso à água potável na República Democrática do Congo, bem como apoiar o Serviço Aéreo Humanitário das Nações Unidas (UNHAS, na sigla em inglês), responsável pelo transporte de trabalhadores humanitários e de carga essencial para áreas remotas.
No Zimbabwe, cerca de 840 mil dólares serão aplicados em iniciativas de inovação digital e inteligência artificial lideradas por jovens, desenvolvidas em parceria com empresas japonesas, com o objectivo de reforçar a segurança alimentar e a resiliência das comunidades.

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