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Lucro do BAI recua 39% para 62 mil milhões Kz no primeiro trimestre

Adnardo Barros
28/4/2026
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A instituição financeira, liderada por Luís Lélis, sublinha que o resultado foi condicionado pela queda da margem complementar e pelo aumento dos custos de estrutura.

O Banco Angolano de Investimentos (BAI) obteve, no primeiro trimestre de 2026, um resultado líquido de 62 mil milhões Kz, o que representa uma redução homóloga de 39% face aos 102 mil milhões Kz, segundo apurou a E&M com base nas demonstrações financeiras divulgadas pela Comissão do Mercado de Capitais (CMC).

A instituição financeira, liderada por Luís Lélis, sublinha que o resultado foi condicionado pela queda  da margem complementar e pelo aumento dos custos de estrutura, ainda que a margem financeira tenha registado um crescimento de 22% e o custo com imparidades para crédito a clientes uma redução de 55% face ao período homólogo.

A margem complementar caiu 80%, para 14 mil milhões Kz, devido à menor contribuição das operações de negociação de instrumentos financeiros. Os custos de estrutura totalizaram 50 mil milhões Kz, mais 28% do que no primeiro trimestre de 2025, o que reflecte o investimento contínuo em infraestrutura tecnológica.

Quanto à carteira de crédito, esta cresceu 57% face aos primeiros três meses de 2025, ao passar de 883 mil milhões Kz para 1,3 biliões Kz. Os recursos de clientes atingiram 3,7 biliões Kz, um recuo de 0,8% em termos homólogos, enquanto o rácio de transformação (crédito total / depósitos) se fixou em 44,3%, um avanço de 2%.

Em termos de rentabilidade e eficiência, o banco apresentou um ROAE (Retorno sobre o Capital Próprio Médio) anualizado de 25,6% e um rácio de eficiência (Cost to Income) de 40,5%. A posição de capital permaneceu robusta, com o Rácio de Fundos Próprios Regulamentares em 27,3%, acima dos 26,5% registados em Dezembro de 2025.

O activo do banco cresceu 8% até Março de 2026, para 5,1 biliões  Kz, ante os 4,7 biliões de Kz registados no final do primeiro trimestre de 2025.