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Mais de 8.800 imigrantes angolanos deixaram de descontar para a Segurança Social em Portugal em 2025

Teresa Fukiady
6/7/2026
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Foto:
DR

O número de angolanos que deixaram de ter inscrição activa na Segurança Social portuguesa aumentou 188,4% em 2025. Nos últimos dois anos, 11.870 angolanos deixaram de constar dos registos.

Mais de 8.800 trabalhadores angolanos deixaram de ter actividade contributiva registada na Segurança Social portuguesa em 2025, quase o triplo do registado no ano anterior. Os dados foram divulgados pelo jornal Expresso com base em informações do Instituto da Segurança Social (ISS).

De acordo com o Expresso, ao todo, 8.813 angolanos que trabalhavam por conta de outrem em Portugal desapareceram da lista de inscritos na Segurança Social no ano passado, um aumento de 188,3% em relação a 2024, em que foram registados 3.057 casos. No conjunto dos últimos dois anos, 11.870 angolanos deixaram de constar dos registos da Segurança Social.

Com este aumento, Angola passou a ocupar a quinta posição entre as nacionalidades estrangeiras com maior número de cidadãos que deixaram de ter inscrição activa na Segurança Social em Portugal, em 2025, atrás do Brasil, Índia, Bangladesh e do Paquistão.

Em números absolutos, os brasileiros lideram a lista, com 59.628 trabalhadores que deixaram de ter descontos registados na Segurança Social, seguindo-se os cidadãos da Índia (14.477), Bangladesh (12.594) e Paquistão (9.404).

Entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), Cabo Verde registou 6.040 cessações, mais do dobro das 2.714 verificadas em 2024. Na Guiné-Bissau, o número aumentou de 1.503 para 4.745, enquanto entre os cidadãos de São Tomé e Príncipe as cessações passaram de 1.573, em 2024, para 3.879, em 2025.

No geral, o Instituto da Segurança Social contabilizou a perda de 162.252 contribuintes estrangeiros que trabalhavam por conta de outrem em 2025, um aumento de 66% face ao ano anterior. Em média, Portugal perdeu 455 contribuintes estrangeiros por dia, acima dos 267 registados em 2024.

O Expresso sublinha, contudo, que uma cessação da actividade contributiva não significa necessariamente que o trabalhador tenha deixado Portugal. Os registos podem reflectir o termo de contratos de trabalho, regresso ao país de origem, migração para outro destino ou a permanência em território português, mas em situação ilegal. 

Apesar do aumento do número de trabalhadores estrangeiros que deixam de contribuir, o saldo migratório laboral manteve-se positivo. Em 2025, a Segurança Social registou 539.493 novas inscrições de trabalhadores estrangeiros, uma redução de 0,12% face ao ano anterior.