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Mercado da Comida arranca hoje e prevê congregar cerca de 10 mil pessoas por dia

Andrade Lino
6/8/2026
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Foto:
Andrade Lino

O evento inicia hoje, quinta-feira, dia 6, pelas 16 horas.

O Mercado na Comida, que se consolidou na última edição como o “maior festival de gastronomia do País”, unindo cultura, arte e música, já se encontra em contagem regressiva para o arranque, hoje, da sua 11ª edição, que promete ser a maior de sempre.

Desta vez a acontecer na Praia da Nicha, Benfica, de 6 a 9 de Agosto, a dimensão da investida distingue-se não apenas pelas novidades que se vão apresentar, mas em termos de público, porquanto se prevê albergar cerca de 10 mil pessoas por dia.

Algumas das atracções para os quatro dias de actividade incluem uma área infantil com a mesma dimensão do espaço destinado aos adultos, disposição de um circo, carrossel, carrinhos de choque e paintball, numa gama de ofertas nunca antes tida, como fez saber a organização.

O evento vai reunir 30 restaurantes, entre os confirmados Amarelinha Hamburguers, Cerrado, Espetadas Finas, 3º Turno e Seven Burger, e mais de 20 expositores nas áreas de arte, vestuário, cosméticos, tatuagens e outras. Contará também com activações de marcas como Havit, Cuca, Jameson, Beefeater, Gulkis, Delta Cafés e Mirantes, esta última que participa pela primeira vez.

Relativamente aos cantores, a maioria já vem pisando os palcos do Mercado da Comida ao longo de várias edições, sendo a única estreia o grupo CONJUGX.

Mauro Migueis, CEO da Puzzle Entretenimento, empresa que realiza o festival, avançou que nos últimos tempos a marca tem apostado em duetos inéditos. Por exemplo, será a primeira vez em Angola que Anna Joyce e Edgar Domingos actuarão juntos, no mesmo palco e no mesmo dia. Em entrevista exclusiva à Economia & Mercado, recordou que, durante a pandemia, tal aconteceu apenas num espetáculo em directo (live), mas nunca num concerto presencial. Força Suprema e Matias Damásio dispensam apresentações, pois já são tidos como residentes do evento.

Um evento que já fala por si

O gestor considera o projecto motivo de orgulho pelo que tem feito e até onde chegou. “Não é fácil, num mercado como o nosso, e com todas as dificuldades que enfrentamos, organizar um evento desta dimensão”, expressou, acrescentando ser um sentimento prazeroso, mas, ao mesmo tempo, de grande responsabilidade, pela necessidade de se manter a qualidade.

Mauro Migueis afirmou ainda que, pelo público angolano ser muito exigente, a organização tem de inovar constantemente, sem descurar o factor concorrência. Contudo, acreditou, o Mercado da Comida já fala por si. “O nosso compromisso é continuar a assumir essa responsabilidade e manter a qualidade que temos apresentado ao longo dos últimos anos. Somos muito criteriosos na forma como pensamos o evento”, assegurou.

Apesar de algumas reclamações devido ao preço dos ingressos, que nesta edição estão fixados em 11 mil kwanzas, mais 3 mil kwanzas em relação à anterior, a “adesão do público continua muito forte”, estando os dias de sexta-feira e sábado já esgotados, “o que demonstra que a qualidade faz a diferença”.

Também é preciso olhar para o contexto do País, referiu o responsável, que lamenta a perda de patrocinadores, aumento dos custos e actualização de preços por parte de muitos prestadores de serviços. “Para conseguirmos a realizar o Mercado da Comida sem prejuízo, tivemos de ajustar o valor dos bilhetes”, justificou.

Além disso, existia alguma expectativa relativamente à mudança do local do evento, que deixou o Porto de Luanda para passar a realizar-se no Benfica.

Hoje todo o processo de organização é tranquilo, sublinha Mauro Migueis. “Ao longo de 11 edições, fomos adquirindo experiência, conhecemos as principais dificuldades, soubemos lidar com os feirantes... A nossa equipa, que trabalha com um cronograma rigoroso, está preparada para praticamente todas as situações”, defendeu.

Questionado sobre o contributo do projecto para a economia nacional, o gestor citou como exemplo a ocupação das unidades de alojamento da zona pelos feirantes, estando toda estrutura ali instalada por dias. Por outro lado, os colaboradores alimentam-se na região e toda a operação gera movimento económico local, disse.

“Só a nossa equipa envolve cerca de 90 funcionários por dia. Infelizmente, não existe um estudo que meça esse impacto económico, mas temos a certeza de que o Mercado da Comida gera um contributo muito significativo para esta zona e para a economia em geral”, concluiu.

O evento inicia hoje, quinta-feira, dia 6, pelas 16 horas.