O Executivo perspectiva uma mudança estrutural no modelo de financiamento da saúde no País capaz de garantir um serviço de saúde alinhado com os principais objectivos traçados para o sector seja com base nos programas internos, como nos vários dispositivos internacionais os quais Angola ratificou, informou o secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa.
Ao proferir o discurso de abertura da I Conferência Economia & Mercado sobre Saúde, que decorre nesta sexta-feira, 20, em Luanda, o governante lembrou que a pandemia da Covid-19 demonstrou, “com força avassaladora”, que sem capacidade própria de financiamento e de produção a saúde pública em Angola permanece dependente de dinâmicas externas.
Por isso, observou no evento sob o tema ‘Modernização da Rede Hospitalar e Melhoria dos Serviços’, o momento é de “agir com coragem, visão estratégica, acção coordenada e responsabilidade partilhada” no sentido de concretização de vários obejectivos, tais como inscritos na Agenda 2073 da União Africana e ma Agenda 2030 das Nações Unidas.
“Sem saúde, não há desenvolvimento humano sustentável. O Objectivo de Desenvolvimento Sustentável 3 apela ao acesso universal à saúde, à cobertura financeira (...). O Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027 e a Agenda 2063 reconhecem a saúde como motor de transformação, de estabilidade e de integração do País”, sublinhou.
Contudo, segundo Carlos Alberto Pinto de Sousa, nenhuma das missões que o País assumiu será concretizada “sem uma mudança estrutural no modelo de financiamento da saúde”. Afirmou que o Executivo está a consolidar uma agenda de financiamento de saúde assente em pilares estratégicos, aos quais está associado o reforço do investimento público na saúde.

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