A empresa nacional de seguros, ENSA, registou um lucro líquido de 3,4 mil milhões Kz no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 49% face aos 2,28 mil milhões Kz apurados no período homólogo, revelam as demonstrações financeiras publicadas pela instituição e analisadas pela E&M.
De acordo com os dados comunicados à Comissão do Mercado de Capitais (CMC), o saldo positivo foi impulsionado pelo desempenho nas vendas, contrabalançado pelo aumento expressivo nos custos operacionais com indemnizações e sinistros.
A seguradora estatal arrecadou mais de 102 mil milhões Kz na comercialização de apólices, um crescimento de 8% face aos 98 mil milhões Kz contabilizados no período homólogo. A maior fatia do negócio manteve-se concentrada no ramo não-vida, que gerou 101,19 mil milhões Kz em prémios emitidos de seguro directo.
A carteira de negócios continuou a ser liderada pelos segmentos de acidentes, saúde e viagens, com 41,64 mil milhões Kz, e pela Petroquímica, que acelerou a sua trajectória ao somar 37,94 mil milhões Kz. Em conjunto, estas linhas de produção representaram 78% dos negócios.
Se, por um lado, as receitas subiram, em sentido inverso, as contas foram penalizadas pelo montante global de indemnizações de seguro directo, que saltou de 36,7 mil milhões Kz em Junho de 2025 para 54,9 mil milhões Kz, um agravamento de 49,7%.
A linha de acidentes, saúde e viagens figurou como o principal foco de desgaste financeiro, absorvendo 30,09 mil milhões Kz em indemnizações pagas (uma subida de 24,4% face aos 24,18 mil milhões de Kz de 2025, fixando a taxa de sinistralidade em 71%). Por sua vez, a Petroquímica canalizou 20,40 mil milhões Kz, acima dos 9,51 mil milhões Kz do período homólogo, com uma taxa de sinistralidade de 54%.
Para garantir a cobertura contínua dos riscos assumidos, a instituição manteve a sua política de prudência e inscreveu uma provisão para sinistros no valor global de 133,05 mil milhões Kz em balanço no final de Junho de 2026.












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