Um total de 396 cidadãos angolanos foi impedido de entrar em Portugal em 2025, de acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), a que a E&M teve acesso. Este número reflecte um aumento de 44,5% face a 2024 em que foram registadas 274 recusas.
Os angolanos surgem como a segunda nacionalidade com mais recusas de entrada, representando 19% do total, atrás do Brasil, que lidera com 749 casos (35%), e à frente de Cabo Verde, com 97 (5%).
No global, 2.139 estrangeiros foram barrados nas fronteiras aéreas portuguesas, aos quais se soma um caso registado na fronteira marítima. Entre as nacionalidades mais afectadas estão ainda São Tomé e Príncipe (96), Guiné-Bissau (95), Reino Unido (74), Venezuela (54), Moldávia (49) e Timor-Leste (45), além de 484 cidadãos de outras origens.
Segundo o relatório, os principais fundamentos para a recusa de entrada prendem-se com a falta de documentação que comprove a finalidade e as condições de estada, num total de 1.197 casos (56%), seguida da ausência de visto ou título de residência válido com 400 regeições (19%). As autoridades apontam ainda situações de indicação para não admissão no Sistema de Informação Schengen (SIS), com 125 registos, e falta de documento de viagem válido, em 113 casos.

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