Copia Group of Companies e o consórcio Africa Finance Corporation e African Rail International (admitido condicionalmente) são as empresas admitidas nesta quinta-feira, 13, em Luanda, como concorrentes ao concurso internacional para a gestão do Corredor do Namibe, uma linha ferroviária que integra no seu ecossistema várias infra-estruturas e com acesso a mercados regionais.
O consórcio ATG Afri-Track Group, Global Business Development e VFF não foi admitido, “devido à insuficiência documental” identificada pela Comissão de Avaliação, enquanto o consórcio formado pelo AFC e ARI têm cinco dias para colmatar as insuficiências detectadas nas suas propostas, apurou a revista Economia & Mercado.
Na cerimónia de abertura das candidaturas, o presidente da Comissão de Avaliação, José Roberto, explicou que, além da análise dos documentos de habilitação, o grupo técnico vai avaliar a conformação das propostas técnica e financeira para posterior aprovação dos concorrentes que seguirão para a fase.
A concessão do Corredor do Namibe, com duração inicial de 30 anos e prorrogável até 50 anos, abrange a exploração, operação, manutenção e conservação da Linha Férrea de Moçâmedes–Menongue, incluindo o material circulante, as infra-estruturas associadas, oficinas e centro de formação, refere um comunicado sobre o processo.
Os trâmites definidos pelo Executivo angolano no caderno de encargo incluem, igualmente, a possibilidade de concepção e construção de novos troços, extensões de ramais, bem como ligações ferroviárias à Namíbia e à Zâmbia.
“A concessão do Corredor do Namibe constitui um projecto estratégico para o reforço do papel de Angola como plataforma logística regional, contribuindo para o fortalecimento das cadeias de abastecimento, a promoção de novos investimentos e o aumento da competitividade das exportações”, lê-se na nota.
O documento realça que o Corredor do Namibe integra o Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, com 855 km de extensão, e o Porto do Namibe, constituindo um eixo logístico estratégico para o escoamento de minérios, rochas ornamentais, produtos agrícolas e outros bens.
A 'folha de serviço' dos concorrentes
Copia Group of Companies
O grupo empresarial de direito angolano identifica-se como de referência nacional em fiscalização de obras civis e tecnologias de construção. A empresa actua também na gestão de projectos e outorgas para o desenvolvimento de infra-estruturas sustentáveis em Angola.
Desde a sua fundação, em 2015, a CGC afirma que se tem distinguido por uma proposta de valor abrangente, dirigida aos diversos sectores da sociedade angolana, com foco na inovação, na eficiência e na geração de resultados concretos.
“A empresa é liderada por uma equipa jovem, dinâmica e altamente comprometida com uma visão de longo prazo e com a construção de uma Angola mais moderna, resiliente e competitiva”, lê-se na nota de apresentação da empresa.
Africa Finance Corporation e African Rail International
A AFC identifica-se como uma instituição financeira multilateral de desenvolvimento pan-africana, criada em 2007 por Estados africanos soberanos para fornecer soluções pragmáticas para o défice de infra-estrutura e o desafiador ambiente operacional de África.
Desde a sua fundação em 2007, a empresa reporta que tem participado activamente como investidora em diversos projectos estratégicos de infra-estrutura em toda a África, detalhando que, até 2024, investiu mais de 15 mil milhões USD em projectos de infra-estrutura em 36 países africanos.
Já a African Rail Company, também conhecida como ARC, fundada em 2013, identifica-se com base na “firme convicção” no futuro do transporte ferroviário em África e na visão de um grupo que líder na indústria da logística ferroviária no continente. A empresa oferece serviços de transporte ferroviário de mercadorias comerciais na África Austral.










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