A República Democrática do Congo (RDC), maior produtora de cobalto da África e detentora de uma das maiores riquezas minerais do planeta, está prestes a inaugurar a sua primeira bolsa de valores. A iniciativa faz parte de uma estratégia macroeconómica do governo para estruturar o mercado financeiro local e atrair investimentos estrangeiros para além do tradicional sector extractivo.
O pontapé de saída foi dado com a assinatura de um acordo de cooperação com a Corporação Financeira Internacional (IFC) braço do Grupo Banco Mundial voltado para o sector privado. A parceria dará suporte técnico à criação da Bolsa de Valores de Kinshasa (KSE), plataforma que surge com o duplo propósito de oferecer às empresas congolesas um ecossistema formal para a captação de capital e abrir as portas de um novo mercado de fronteira para investidores internacionais.
A criação da KSE ocorre poucos meses após o país realizar a sua estreia histórica no mercado internacional de capitais, captando 1,25 mil milhões de dólares por via da sua primeira emissão de Eurobonds.
O pacto que sela a criação da bolsa foi assinado na capital, Kinshasa, pelo Ministro das Finanças, Doudou Fwamba Likunde Li-Botayi, e pelo Director Nacional da IFC, Malick Fall. Segundo o governo, a parceria vai concentrar-se em seis áreas-chave, que englobam desde o desenvolvimento do quadro regulatório da bolsa e a construção da sua infra-estrutura de mercado até ao fortalecimento da capacidade técnica local. Além disso, o acordo prevê a facilitação da transferência de conhecimento, a expansão da base de investidores e o suporte operacional e financeiro ao mercado durante os seus primeiros anos de funcionamento.















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