IFC Markets Live Quotes
Powered by
3
1
PATROCINADO

Rentabilidade dos activos do Estado estagna nos 2%. BODIVA lidera eficiência do SEP

Adnardo Barros
29/7/2026
1
2
Foto:
Arquivo e DR

O activo agregado do SEP cresceu 21%, ao passar de 39,57 biliões Kz em 2024 para 47,86 biliões Kz em 2025.

A rentabilidade dos activos (ROA) do Sector Empresarial Público (SEP) fixou-se em 2% em 2025, o que representa uma variação de 0,01 pontos percentuais face a 2024, apurou a E&M com base nos dados apresentados nesta terça-feira (28-07) pelo IGAPE, durante o Encontro do Sector Empresarial Público (E-SEP 2026).

O indicador, que mede a capacidade de uma empresa para extrair lucro do seu património total, revela que, por cada 100 Kz em activos sob gestão do Estado, o conjunto das empresas públicas consegue gerar apenas dois Kz de lucro líquido.

Os dados do desempenho económico-financeiro do sector demonstram que, embora o resultado líquido agregado tenha crescido  20% para 949 mil milhões Kz, contra os 788,4 mil milhões Kz registados em 2024, a rentabilidade real do património estatal permaneceu praticamente inalterada. O activo agregado do SEP cresceu 21%, ao passar de 39,57 biliões Kz em 2024 para 47,86 biliões Kz no ano a seguir, o que representa um acréscimo de 8,28 biliões Kz. Em paralelo, o passivo agregado subiu 20% para 29,99 biliões Kz e o capital próprio avançou 23%, ao atingir os 17,86 biliões Kz.

Na análise discriminada por empresa, a Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) lidera o ranking de eficiência do sector público com um ROA de 23,8%. O desempenho reflecte um modelo de negócio leve em activos imobilizados e intensivo em comissões operacionais, capaz de gerar 23,8 Kz de lucro por cada 100 Kz de activo.

No sector dos transportes e logística, a Unicargas ocupa a segunda posição com um retorno sobre o activo de 20,1%.

Uma das principais notas de destaque do relatório surge no sector das águas. As empresas provinciais EPAS Cabinda (18,7%) e EPAS Huíla (17,%) superam instituições financeiras como a Recredit (15,7%) e operadoras de telecomunicações como a Unitel (11,1%).