As reservas internacionais líquidas (RIL) recuaram 0,3% em Janeiro de 2026 face a Dezembro de 2025, ao fixarem-se em 15,84 mil milhões USD, concluiu a E&M após observar as estatísticas monetárias e financeiras do Banco Nacional de Angola (BNA), divulgadas recentemente.
Os dados do banco central demonstram que as RIL em Dezembro último estavam cifradas em pelo menos 15,98 mil milhões USD. Em termos absolutos, tiveram mais 54 milhões USD, se comparado a Janeiro do presente ano.
Apesar de diminuir 0,3% (54 milhões USD) no primeiro mês de 2026, as RIL garantem 7,7 meses de importação de bens e serviços, de acordo com as estimativas mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O nível das RIL de Angola (referente a Janeiro do ano em curso) está dentro do padrão de convergência da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Recomenda que todos os Estados-membros devem manter activos externos líquidos equivalentes a três meses de importação.
A meta ideal de cobertura estabelecida (no Protocolo da SADC sobre Finanças e Investimento) é de seis meses. O montante das RIL de Angola garante 7,7 meses de importação, como indica o Addressing the Challenges of Macro-economic Policy Convergence in the SADC Region.
O objectivo, esclarece o Bloco, é garantir que os países da região austral do continente africano tenham margem de segurança para enfrentar choques externos e manter a estabilidade macro-económica e cambial.
Quanto à causa da diminuição das RIL no primeiro mês do exercício económico corrente, estudos indicam que resultou da vulnerabilidade estrutural da economia angolana, tal como a dependência (excessiva) das receitas petrolíferas e sobretudo da importação de bens alimentares.
O sector não petrolífero ainda tem baixa capacidade exportadora, o que limita a geração de divisas interna. A procura de activos externos e a preferência interna por moeda estrangeira reduzem a disponibilidade de divisas.
Também contribui para a quebra das RIL, o uso de reservas para suavizar a depreciação da moeda nacional (intervenções cambiais do BNA).

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