A TAAG - Linhas Aéreas de Angola- voltou a registar resultado negativo em 2025, acumulando assim prejuízos para o Estado angolano na ordem dos 429,3 milhões USD nos três últimos anos, apurou a E&M com base na informação financeira disponibilizada pela respectiva empresa pública.
O prejuízo da TAAG em 2025, conforme o presidente do Conselho de Administração (PCA), Clóvis Rosa, na apresentação dos resultados de gestão daquele ano, foi de 144 milhões USD, resultante do impacto de investimentos (estruturantes ) associados à modernização da frota de aviões.
Também contribuíram para o resultado (líquido) negativo da TAAG no ano passado, justificou, a reorganização operacional; transição aeroportuária; reforço da capacidade técnica; recuperação dos sistemas afectados pelo cyber-taques e a implementação de medidas essenciais para assegurar a sustentabilidade futura da companhia aérea angolana.
Para ‘minimizar’ o impacto do prejuízo no exercício económico e financeiro transacto, como se pôde depreender, Clóvis Rosa afirmou que a transformação da TAAG não pode ser analisada numa lógica imediatista.
“Estamos a falar de um sector altamente técnico, intensivo em termos de capital e extremamente exigente do ponto de vista operacional. Nenhuma companhia aérea consegue transformar-se, modernizar-se e crescer sem investimento”, afirmou o chairman da companhia aérea de bandeira.
O importante, prosseguiu Clóvis Rosa, é garantir que os investimentos feitos criem bases mais sólidas, eficientes e sustentáveis para o futuro da TAAG.
Em 2025, disse, a companhia aérea pública encerrou o exercício com 32 aeronaves e prosseguiu o processo de modernização da frota, através da introdução progressiva dos Boeing 787-9 Dreamliner e Airbus A220-300.
“Estes investimentos representam um esforço estrutural significativo. Mas também uma decisão estratégica sobre o futuro da companhia e o posicionamento da Angola na aviação regional e mundial”, disse Clóvis Rosa para mais adiante afirmar que é importante assumir que aquele processo de transformação implica pressão financeira relevante.
Durante a apresentação dos resultados, em Luanda, a 22 de Maio de 2026, Clóvis Rosa ainda anunciou que a TAAG transportou 1,2 milhões de passageiros, operou uma rede de 26 destinos domésticos, regionais e intercontinentais. Tendo registado “receitas globais de 437 milhões USD”.
Voltando ao resultado líquido, importa referir que em 2024 a TAAG registou prejuízo de 134,2 mil milhões Kz ( 153,99 milhões USD no câmbio daquele ano). No exercício económico de 2023, o lucro líquido negativo foi de 90,08 mil milhões Kz (131,26 milhões USD).


%20-%20BAI%20Site%20Agosto%20%20(1).png)








.jpeg)
.webp)
.jpg)

