A empresária angolana, Isabel dos Santos, considera que a recente decisão do Tribunal da Relação de Lisboa de impedir que bancos portugueses chegassem ao seu património em virtude do caso Efacec demonstra que não recorreu a fundos públicos para financiar a compra da Efacec, em 2015.
“Hoje, a verdade vem finalmente ao de cima. Depois de anos de acusações e especulações, fica demonstrado que sempre actuei com integridade, transparência e sentido de responsabilidade, colocando os interesses das empresas e de Angola acima de interesses pessoais”, afirmou Isabel dos Santos.
Em comunicado de imprensa divulgado nesta quinta-feira, 4, a empresária acrescentou que o acórdão “confirma aquilo que sempre” declarou em relação aos fundos que usou para comprar as acções da empresa portuguesa que opera nos sectores da energia, engenharia e mobilidade.
Segundo o jornal Público, a sentença do Tribunal da Relação, concordando com a primeira instância, diz respeito a um processo colocado pelo BCP e pelo Novo Banco contra a investidora, em que tentam fazer com que 17 milhões de euros, parte do valor recebido pela venda do Eurobic que está arrestado em duas empresas de Isabel dos Santos, possam ser usados para pagar as dívidas deixadas por saldar por outras sociedades da empresária, as que serviram para comprar a Efacec em 2015 e que, após o Luanda Leaks, ficaram sem aquele activo, que foi nacionalizado.
Em causa, acrescenta a publicação, está apenas um dos processos colocados pelos principais bancos portugueses (além do BCP e Novo Banco, também a Caixa Geral de Depósitos tem apostado na via judicial) na sua busca pelo ressarcimento das dívidas que ficaram por pagar por Isabel dos Santos.
Até ao momento, essa busca revelou-se infrutífera e a tentativa de pôr empresas suas a pagar por dívidas da própria investidora (uma versão da chamada desconsideração da personalidade jurídica) também não vingou na Relação, lê-se na notícia do Público.


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