O CEO do African Bank of Oman (ABO), Dinis Mendes, destacou o papel que o banco pretende desempenhar enquanto plataforma financeira de ligação entre Angola, África e os países do Golfo, e afirmou que a instituição se propõe a ser "o parceiro financeiro do 'petróleo verde' de Angola, mobilizando capital, financiamento verde e co-investimento para transformar a estratégia nacional de desenvolvimento turístico, dos eco-lodges aos grandes resorts, em projectos concretos e bancáveis".
O conceito de "petróleo verde" para o turismo tem sido defendido pelo Governo como peça central da diversificação económica. O PLANATUR 2024-2027 prevê 2,5 biliões Kz para requalificar recursos em oito províncias e o BNA alargou crédito até 200 milhões Kz para operadores.
As declarações do CEO do ABO foram feitas durante um encontro com jornalistas promovido pelo banco, sob o tema "Como se financia o turismo em Angola?", realizado em antecipação à Cimeira de Investimento de Angola 2026, que decorre em Luanda entre os dias 17 e 19 de Junho.
Durante a sessão, Dinis Mendes destacou que o turismo representa actualmente cerca de 10% da economia mundial e sustenta um em cada dez empregos no planeta, e constitui uma das oportunidades mais relevantes para países que procuram diversificar a sua base económica.
Neste contexto, defendeu que o desenvolvimento do turismo em Angola exige uma abordagem pragmática e faseada, que combine investimento em infra-estruturas essenciais com o financiamento de projectos turísticos concretos.
"O principal desafio não é escolher entre infra-estruturas ou turismo. É compreender que ambos precisam de avançar em paralelo. Angola não tem de esperar que toda a rede nacional de estradas esteja concluída para começar a desenvolver o seu potencial turístico. Existem regiões e projectos que podem avançar já hoje, desde que exista financiamento adequado e uma estratégia clara de desenvolvimento", afirmou o CEO do ABO.
O responsável sublinhou igualmente que o turismo de nicho e de elevado valor acrescentado poderá desempenhar um papel importante numa fase inicial do desenvolvimento do sector. "O turismo de alto valor não é uma alternativa ao turismo de massa. É muitas vezes o primeiro passo para a sua construção.
Cada lodge, eco-resort ou projecto turístico bem-sucedido contribui para criar competências, fornecedores, serviços e infra-estruturas que servirão de base ao crescimento futuro do sector", referiu.















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