A África capta (apenas) uma fracção da riqueza mineral, estimada em 29,5 biliões USD, que representa 20% do peso mundial, concluiu a “Africa Finance Corporation”, num estudo divulgado recentemente na África do Sul.
Do total, segundo o estudo, 8,6 biliões USD continuam por desenvolver, reflectindo um continente pouco explorado, onde a fragmentação dos dados geológicos, cobertura desigual e transparência limitada persistem em elevar a percepção do risco, assim como restringir o investimento no sector.
A melhoria da disponibilidade e da qualidade dos dados geológicos, sugere o relatório apresentado na Cidade do Cabo, é um primeiro passo necessário para reduzir o risco dos projectos e desbloquear o capital de exploração.
O estudo sublinha ainda que os valores das minas subestimam o valor potencial de África, “uma vez que não captam o valor criado quando os minerais são transformados em aço, alumínio, fertilizantes, baterias e ligas”.
Lançado na Mining Indaba, na Cidade do Cabo, o Compêndio dos Minerais Estratégicos de África reenquadra o sector, através de uma lente de desenvolvimento africana, colocando a industrialização, as infra-estruturas e a procura regional a longo prazo no centro da estratégia mineral.
"Hoje, a AFC orgulha-se de lançar o Compêndio dos Minerais Estratégicos de África, uma iniciativa que visa reformular o sector, através de uma perspetiva africana e converter a dotação em vias de execução para a prosperidade colectiva", afirmou Samaila Zubairu, Presidente e CEO da AFC.
O compêndio, disse Zubairu, mapeia todas as cadeias de valor, liga as reservas e a produção à capacidade de processamento, às infra-estruturas de energia e de transporte e aos corredores industriais regionais, melhorando a transparência dos dados para reduzir o risco de exploração.
Influenciará a diminuição do custo do capital e orientará investimentos mais inteligentes na exploração mineira, nas infra-estruturas necessárias para a beneficiação e as cadeias de valores regionais integradas.
O compêndio conclui ainda que a produção de minerais, as infra-estruturas de apoio e a procura raramente se localizam ou se alinham à escala. Assim, apela para um planeamento regional mais forte, ancorado nos fundamentos da procura a longo prazo em África.

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