O Executivo angolano efectuou contactos, sem sucesso, com países da África Austral no quadro da busca por parcerias para investimentos na construção da Refinaria do Lobito, uma infra-estrutura avaliada em 6,27 mil milhões de dólares.
“Temos conversado com a Zâmbia e com outros países da região, mas, até ao momento, não temos nada concreto com nenhum país da região”, afirmou o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.
O governante, que falava a propósito da visita que o Presidente da República realizou, nesta terça-feira, 13, às obras da unidade fabril, localizada na província de Benguela, salientou que a estatal Sonangol é, por enquanto, dona em 100% da refinaria.
“Estamos abertos à entrada de parceiros na refinaria”, apelou Diamantino Azevedo sobre a construção de um projecto em que a maior empresa angolana já injectou 1,4 mil milhões de dólares, incluindo cerca 330 milhões USD para a aquisição de equipamentos de longo prazo de fabrico.
Com uma capacidade de processamento de 200 mil barris de petróleo por dia, a refinaria está prevista para iniciar a sua produção em 2027, colocando no mercado produtos essenciais como fuel oil, gasóleo, GPL e nafta.
A construção da Refinaria do Lobito mobiliza 2.727 colaboradores directos, dos quais 1.204 são mão-de-obra local. A dimensão internacional do projecto reflecte-se ainda em postos de trabalho criados na cadeia de fornecimento global, com 677 colaboradores na China, 50 nos Estados Unidos, 29 na Índia e 25 no Líbano.
Paralelamente, a cerca de 20 quilómetros da futura Refinaria, avança uma obra de engenharia civil crucial. A jusante da barragem de Lomaum, o sistema captará água do Rio Catumbela, bombeando 400 litros por segundo para garantir a autonomia hídrica do complexo.

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