A nova refinaria de óleos vegetais (Rafinole - Unidade Industrial Rafinol, Comércio e Serviços Limitada), inaugurada esta segunda-feira, 9, no município de Hoji-Ya-Henda, tem uma capacidade anual de produção de cerca de 100 mil toneladas de óleo alimentar, volume que corresponde a aproximadamente um terço do que Angola importou em 2023, anuncia o ministro da Indústria e Comércio, Rui Minguéns de Oliveira.
A unidade industrial resulta de um investimento global estimado em cerca de 90 milhões de dólares norte-americanos e passa a integrar o conjunto das maiores refinarias de óleo vegetal em funcionamento no País.
Com uma capacidade nominal de produção de cerca de 400 toneladas de óleo por dia, a refinaria opera através de quatro linhas contínuas dedicadas à refinação e ao embalamento de óleo alimentar. De acordo com o ministro da Indústria, o complexo industrial dispõe ainda de capacidade para produzir margarinas e gorduras vegetais estimadas em 18 mil toneladas por ano, bem como linhas destinadas à produção de maionese e outros condimentos, com capacidade projectada de cerca de seis mil toneladas anuais.
Inclui, igualmente, uma linha para produção de vinagre, estimada em sete mil toneladas por ano, e um sistema de engarrafamento de óleo alimentar com capacidade anual aproximada de 480 mil toneladas.
Segundo o governante, os processos de refinação e engarrafamento funcionam actualmente a cerca de 70% da capacidade instalada, enquanto a produção de margarinas e gorduras vegetais opera em torno de 40%. A produção de maionese e de outros condimentos encontra-se em fase de instalação, com início previsto para Abril de 2026, enquanto a produção de vinagre decorre na unidade industrial, operando actualmente a cerca de 50% da capacidade.

Impacto social
Além da dimensão produtiva, o responsável destaca o impacto económico e social do projecto, que assegura actualmente 130 postos de trabalho directos ocupados por cidadãos nacionais, prevendo-se que o número atinja cerca de 400 empregos directos até ao final do ano.
Explica que a actividade da refinaria deverá ainda estimular cerca de dois mil empregos indirectos ao longo da cadeia de valor associada à produção, logística, distribuição e prestação de serviços.
Abertura das vendas prevista para Abril
Segundo o director-geral da Rafinole, José Oliveira, o processo de comissionamento das linhas de produção teve início este mês e os primeiros produtos já se encontram disponíveis em inventário, estando prevista a abertura das vendas no mercado a partir de Abril, sob as marcas Primavera e Máxima.
O responsável adianta ainda que, no arranque do projecto, a empresa investiu cerca de 35 milhões de dólares na aquisição de matéria-prima, nomeadamente óleo de soja e óleo de palma, destinados ao processo de refinação e produção de gorduras e óleos para o mercado angolano.
À imprensa, José Oliveira explica que actualmente parte do óleo bruto é adquirido no exterior, mas que a empresa prevê, a médio prazo, avançar com um projecto para produção de grãos de soja em Angola, com o objectivo de reforçar a base de fornecimento local de matérias-primas.

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