O Executivo angolano apresentou, nesta terça-feira, 21, na Zona Económica Especial, na província do Bengo, o projecto de construção do Convex Mirabilis, um centro de exposições que surge como contributo de Angola à integração regional, afirmou o ministro da Indústria, Rui Minguês.
Ao intervir na cerimónia de abertura da 41.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), o governante explicou que o projecto representa a “capacidade angolana de aceitar desafios”, de se tornar concorrente e parte daquilo que é o continente africano.
“Queremos tornar Angola o centro das exposições que permita que todos os países africanos venham mostrar aquilo que podem produzir, como se podem integrar numa cadeia global de produção, transformação e comercialização de produtos”, disse Rui Miguêns, sem dar mais detalhes sobre o investimento.
Observou que, além de o futuro empreendimento vir a tornar-se num lugar onde os africanos poderão mostrar aquilo que são capazes de fazer, o Convex Mirabilis vai servir, também, para que os próprios empresários que actuam no mercado nacional apresentarem à África e ao resto do mundo os produtos da sua actividade.
“Essa vai ser a nossa futura casa, a casa das exposições comerciais da Angola. O País está colocado e tem perante si o desafio de se transformar num dos grandes impulsionadores do continente africano. Temos a condição, temos a energia e temos a vontade”, garantiu o governante.
Na cerimónia presidida pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, o titular da Indústria assegurou que Angola está pronta para aceitar o desafio de adesão à zona livre continental e tornar-se “um importante jogador nesse grande desafio” ligado ao desenvolvimento regional.
“Os nossos empresários estão a preparar-se para isto e nós vamos conseguir fazê-lo”, garantiu Rui Minguês no arranque da edição deste ano da maior montra de negócios de Angola, que decorre sob o lema ‘Produzir e inovar localmente, vencer globalmente’.
Segundo o governante, a criação do lema surge da necessidade de incremento da produção nacional, tendo em atenção os desafios do Executivo voltados para a diversificação da economia angolana. Para além da produção, observou, o País precisa de acompanhar o ritmo dos tempos, de se preparar para “vencer os desafios do presente e do futuro” através, entre outros pressupostos, da inovação.
“Poderá parecer pretensioso que tenhamos escolhido ‘vencer globalmente’. O que é que isso significa? Representa, antes de mais, aceitarmos que o mundo está aberto, que as economias competem entre si e que os nossos empresários têm que vencer no nosso País, mas, também, têm que vencer nos mercados internacionais. Esse é o nosso objectivo”, afirmou.
Rui Minguês referiu que o espírito que se pretende com a 41.ª edição da Feira Internacional de Luanda assenta no desafio do desenvolvimento integrado e inclusivo do País, atestando tais premissas com a presença na feira de expositores de várias províncias, com enfoque na província da Huíla.















