O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, considerou, nesta terça-feira, 21, na província de Icolo e Bengo, que o papel do sector privado “é absolutamente decisivo” e que a experiência internacional demonstra que “nenhum país alcançou níveis elevados de desenvolvimento sustentável sem empresários capazes de investir, inovar, assumir riscos e criar riqueza”.
O governante, que discursava na Zona Económica Especial na abertura da 41.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), referiu que o desenvolvimento económico “só cumpre plenamente” a sua missão quando melhora, de forma concreta, a vida dos cidadãos.
“É por essa razão que as políticas de transformação económica têm sido acompanhadas por políticas públicas orientadas para a inclusão social, a redução da pobreza e a criação de mais oportunidades”, disse o homem que coordena toda a política económica do Executivo.
José de Lima Massano convidou todos os players que fazem acontecer a economia angolana a reflectirem sobre como transformar os recursos que Angola dispõe em mais valor, mais conhecimento, mais emprego qualificado e maior prosperidade para todos.
Para o ministro de Estado, mais do que substituir importações, produzir localmente significa incorporar conhecimento, gerar valor acrescentado, fortalecer as cadeias internacionais de produção, estimular a inovação e criar condições para que as empresas angolanas conquistem novos mercados.
Inovar, por sua vez, observou o responsável, deixou de ser uma opção para se afirmar como “condição indispensável” para aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos bens e serviços e responder às exigências de uma economia global em permanente transformação.
“É esta visão que tem orientado a acção económica do Executivo angolano. Nos últimos anos, Angola tem vindo a consolidar um ambiente macroeconómico mais estável, desenvolvimento fundamental para atrair investimento, promover a diversificação da economia e reforçar a confiança dos agentes económicos. Até aqui, os resultados dos últimos anos têm-se revelado positivos”, assegurou.
Como exemplo desta dinâmica, observou que o País assiste ao “fortalecimento gradual” da produção nacional e ao “dinamismo crescente” de sectores como a agricultura, a indústria transformadora, a energia, os transportes, as telecomunicações, o turismo e os serviços de forma geral.
A agricultura, segundo José de Lima Massano, constitui um “exemplo particularmente expressivo” desta transformação, recordando que, em apenas uma década, este sector primário praticamente duplicou o seu peso na formação do produto interno nacional, para quem este crescimento traduz o impacto das políticas públicas orientadas para o aumento da produção nacional e o reforço da segurança alimentar.
“Mas sabemos, igualmente, que o caminho ainda é exigente. Precisamos reproduzir mais, precisamos reproduzir melhor e, sobretudo, precisamos reproduzir com qualidade, eficiência e competitividade. Isto implica continuar a investir no capital humano, nas infra-estruturas, na logística, tecnologia e inovação, ao mesmo tempo que seguimos as reformas destinadas a simplificar procedimentos administrativos, melhorar o ambiente de negócios e ampliar o acesso ao financiamento produtivo, em particular para as pequenas e médias empresas, que constituem este movimento dorsal da nossa economia”, perspectivou.















