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Angola continua sozinha na construção da Refinaria do Lobito e Botswana avaliou projecto

Victória Maviluka
5/5/2026
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Foto:
DR

Estratégica para a auto-suficiência do País em refinados de petróleo, a unidade industrial deve começar a operar já em 2027, colocando no mercado produtos como fuel oil, gasóleo e GPL.

A petrolífera estatal Sonangol continua a ser a única empresa a injectar capital na construção da Refinaria do Lobito. Entretanto, recentemente, a ministra dos Recursos Minerais e Energia do Botswana, Bogolo Kenewendo, efectuou uma visita de prospecção ao projecto e destacou a importância do investimento para a região.

“Este projecto não interessa apenas a Angola, mas à região e ao continente. Viemos a convite do nosso homólogo angolano [Diamantino Azevedo] para discutir aspectos técnicos”, assinalou, na ocasião, Kenewendo, citada numa nota do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás a que a revista Economia & Mercado teve acesso.

O anfitrião, Diamantino Azevedo, por sua vez, reiterou a abertura da Refinaria do Lobito ao investimento de países da SADC e informou que a presença da ministra tswanesa se insere no esforço de integração regional, mas observou que Angola não está "sob pressão" na construção da refinaria: "O projecto está em curso e a conclusão está prevista para 2029”.

Ministra dos Recursos Minerais e Energia do Botswana, Bogolo Kenewendo

Recorde-se que, no início deste ano, o Presidente da República, João Lourenço, deslocou-se a Benguela para acompanhar as obras de construção da Refinaria do Lobito, projectada para uma capacidade de processamento de 200 mil barris de petróleo por dia.

O projecto industrial, tido como estratégico para a auto-suficiência do País em refinados de petróleo, deve começar a produzir já no próximo ano, colocando no mercado produtos essenciais como fuel oil, gasóleo, GPL e nafta. 

A unidade fabril está orçada em mais de 6,27 mil milhões de dólares, com conclusão global marcada para 2029. Até Janeiro último, a Sonangol  já havia injectado no projecto cerca de 1,4 mil milhões USD, e continua à procura de parceiros para a construção daquela que, quando concluída, será a maior refinaria do País.

A construção da Refinaria do Lobito mobiliza 2.727 colaboradores directos, dos quais 1.204 são mão-de-obra local. A dimensão internacional do projecto reflecte-se ainda em postos de trabalho criados na cadeia de fornecimento global, com 677 colaboradores na China, 50 nos Estados Unidos, 29 na Índia e 25 no Líbano.

Paralelamente, a cerca de 20 quilómetros da futura Refinaria, avança uma obra de engenharia civil crucial. A jusante da barragem de Lomaum, o sistema captará água do Rio Catumbela, bombeando 400 litros por segundo para garantir a autonomia hídrica do complexo.