Angola consta do grupo dos 10 países com maior volume de Investimento Directo Estrangeiro em Portugal, ocupando o último lugar do ‘top’, informou o vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Luís Ceia.
Segundo o líder associativo, que falava nesta semana, em Luanda, no IX Business Networking, promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA), no comércio internacional, Angola foi, também, o 10.º país cliente das exportações portuguesas de bens em 2025.
Ainda assim, observou vice-presidente da AEP, Angola representou apenas um peso de 1,4% do total das exportações de bens no ano passado e 1,3% em 2024, o que, na sua óptica, demonstra o potencial de melhoria das relações comerciais entre os dois países.
“Relativamente aos primeiros cinco meses de 2026, observámos uma intensificação das trocas comerciais com Angola, tendo as exportações de bens para este País crescido, em termos acumulados, cerca de 7%, em relação ao período homólogo de 2025”, reportou.
Explicou que os números sobre as vendas de Portugal a Angola no primeiro semestre deste ano contrastam com o decréscimo verificado, no mesmo período, para o total das trocas comerciais portuguesas com o resto do mundo.
O aumento das exportações portuguesas de bens para o mercado angolano, realçou ainda Luís Ceia, demonstra “um sinal dos laços fortes” de cooperação económica entre os dois países, num contexto internacional “particularmente desfavorável”.
No que se refere à balança comercial de bens, o vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal disse que o seu país tem vindo a registar saldos positivos com Angola, tendo fechado 2025 com um salto positivo de cerca de 857 milhões de euros (aproximadamente 974,5 milhões USD).
O líder associativo destacou alguns acordos firmados com a União Europeia, como é o caso do Acordo de Facilitação de Investimento Sustentável entre a UE e Angola, para quem se trata de um protocolo que facilitará a atracção e a expansão de investimentos.
“Para além da dimensão do mercado angolano, destaca-se o dinamismo económico: Angola tem previsões de crescimento muito acima de Portugal, do mundo e das economias mais avançadas, pelo que se trata de um parceiro certamente a privilegiar”, concluiu Luís Ceia.
O IX Business Networking contou igualmente com a participação da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). Estiveram presentes no evento realizado na véspera da FILDA 2026 o embaixador de Portugal em Angola, Nuno Mathias, o secretário de Estado da Economia de Portugal, João Rui Ferreira, e outras individualidades.















