Angola exportou 93,08 milhões de barris de petróleo bruto da Concessionária Nacional em 2025, avaliados ao preço médio de referência do Brent de USD 69/barril, apurou a Economia & Mercado com base no Relatório de Gestão e Contas de 2025 da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG).
O volume exportado representa uma diminuição de 7% face a 2024, reflexo directo da quebra da produção nacional, e a produção média fixou-se em 1,036 milhões de barris por dia, um recuo de cerca de 8% comparativamente ao ano anterior.
A República Popular da China foi o principal destino do crude angolano, absorvendo cerca de 75% do volume total exportado pela ANPG. Este domínio asiático consolida a China como “o principal pilar estratégico” da exportação nacional, segundo o documento. A Índia surgiu em segundo lugar, com 9%, seguida do Reino Unido (5%).
O presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, citado no relatório, sublinha que “a vitalidade da nossa indústria reflectiu-se na aceleração de projectos estruturantes”, mas admite que “perdas de produção não planeadas” afectaram o desempenho, com especial enfoque nos Blocos 0, 15, 15/06, 17 e 18.
Entre os factores que influenciaram a quebra das exportações e da produção, o relatório aponta o declínio natural dos reservatórios, paragens técnicas não programadas e uma redução de cerca de 0,5% na eficiência operacional das instalações. Em sentido contrário, a entrada em produção de novos projectos, como o Agogo Integrado ao Pólo Oeste (Bloco 15/06), o CLOV Fase 3 (Bloco 17) e o N’Dola Sul (Bloco 0), ajudou a mitigar perdas mais acentuadas.


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