Quinze dos 22 bancos que operam no sistema financeiro nacional assinaram a Carta de Compromisso para o Financiamento Sustentável, um documento que oficializa o compromisso da maioria das instituições bancárias do País em integrar critérios ambientais, sociais e de governação (ESG) na concessão de crédito e nas suas estratégias de negócio.
A iniciativa, promovida pela Associação Angolana de Bancos (ABANC), oficializa a integração progressiva de critérios ambientais, sociais e de governação (ESG) nas estratégias de negócio e na avaliação de concessão de crédito no País.
Subscreveram a Carta os bancos Access Bank Angola, Banco Millennium Atlântico (ATL), Banco Angolano de Investimentos (BAI), Banco Caixa Geral Angola (BCGA), Banco Comércio e Indústria (BCI), Banco de Crédito do Sul (BCS), Banco Económico (BE), Banco de Fomento Angola (BFA), Banco BIC (BIC), Banco de Investimento Rural (BIR), Banco de Poupança e Crédito (BPC), Banco Keve (KEVE), Banco SOL (SOL), Standard Bank Angola (SBA) e Banco Yetu (YETU).
Com este passo, as instituições assumem a integração progressiva da sustentabilidade na governação corporativa, a incorporação de riscos climáticos e sociais na avaliação de investimentos, o desenvolvimento de instrumentos financeiros sustentáveis e a mobilização de financiamento climático internacional. O compromisso prevê ainda a capacitação de colaboradores e a divulgação anual dos progressos alcançados.
A Carta reconhece que Angola enfrenta desafios decorrentes das alterações climáticas, nomeadamente secas, inundações e erosão costeira, que afectam sectores estratégicos como a agricultura, recursos hídricos, energia, pescas e infra-estruturas. Neste contexto, o sector bancário assume um papel determinante na mobilização de capital para investimentos sustentáveis.
O documento está alinhado com a Estratégia Nacional para as Alterações Climáticas 2018-2030, com o Quadro Operacional para o Financiamento Sustentável e com os Princípios de Sustentabilidade do Sector Financeiro Angolano, lançados pelo Banco Nacional de Angola. Reforça-se, assim, o contributo da banca para as metas nacionais de redução de emissões de gases com efeito de estufa.














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