O Banco Nacional de Angola (BNA), por intermédio do seu Comité de Estabilidade Financeira (CEF), alertou para o aumento da exposição do sector bancário ao Estado e recomendou a adopção de políticas prudentes de gestão de capital e liquidez, face à incerteza da conjuntura internacional. A avaliação consta da reunião do CEF realizada nesta segunda- feira (01-06), que analisou os factores de risco sistémico observados no primeiro trimestre.
Apesar do cenário de cautela, o comité decidiu manter inalteradas as principais reservas macroprudenciais aplicáveis às instituições financeiras bancárias. A Reserva de Conservação de Capital permanece em 2,50% para todas as entidades. A Reserva Contracíclica, que varia conforme o ciclo de crédito, foi mantida em 0%. Já a Reserva para Bancos de Importância Sistémica Doméstica (D-SIBs) continuará entre 1% e 2% para os bancos elegíveis, com vigência até 31 de Dezembro de 2026.
No período em análise, o sector bancário demonstrou resiliência, com níveis adequados de capital e liquidez. Em termos homólogos, registou-se manutenção do crescimento da carteira de crédito à economia, melhoria da qualidade dos activos (com diminuição do rácio de incumprimento) e reforço dos mecanismos de mitigação do risco de crédito.
O CEF observou um aumento da exposição do sector bancário ao Estado (maior detenção de títulos de dívida pública e financiamento ao Tesouro) o que eleva o risco de concentração num único devedor. Adicionalmente, a incerteza no cenário internacional (como a persistência de taxas de juro elevadas nos mercados desenvolvidos e a volatilidade do preço do petróleo) justifica a recomendação de prudência.


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