A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) anunciou que vai recorrer ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAS, na sigla em inglês) para contestar a decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF), que retirou à equipa o título de campeão da última edição do Campeonato Africano das Nações (CAN), atribuindo-o a Marrocos.
Em comunicado, a FSF, cuja selecção venceu a partida disputada há dois meses, em Rabat, com golo de Pape Gueye, classificou a decisão da CAF como “arbitrária, sem precedentes e inaceitável”, sustentando que a interrupção de 15 minutos não configura abandono definitivo, uma vez que o jogo foi retomado e concluído sob a autoridade do árbitro.
De acordo com o Comité de Apelações da CAF, a medida foi tomada na sequência de um recurso apresentado pela Federação Real Marroquina de Futebol, alegando que a selecção do Senegal abandonou temporariamente o campo no final da partida, em protesto contra um pênalti assinalado a favor de Marrocos nos minutos de compensação.
Para sustentar a decisão, o Comité de Apelações da CAF cita os artigos 82.º e 84.º do regulamento da competição, que determinam que uma equipa que abandone o campo sem autorização do árbitro perde automaticamente a partida e pode ser excluída da competição. Com base nesta norma, foi confirmado o resultado administrativo de 3-0 a favor de Marrocos, conforme esclareceu o organismo.
Do lado marroquino, a Federação enfatizou que o recurso teve como único objetivo assegurar a aplicação do regulamento, sem questionar o desempenho desportivo das equipas em campo.

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