O Grupo Carrinho anunciou a suspensão definitiva da importação de carne de porco congelada, e garante assegurar o abastecimento do mercado exclusivamente com produção nacional. Em comunicado, o Grupo refere que a decisão foi tomada através da Carrinho Proteína, empresa do Grupo responsável pelo fomento e desenvolvimento da produção pecuária.
Na nota divulgada nesta sexta-feira, 27, a instituição sublinha que não é produtora directa de carne de porco, mas que actua como facilitador do ecossistema produtivo, através de assistência técnica, promoção de boas práticas, organização da cadeia de valor e ligação entre produtores e o mercado.
A suspensão das importações resulta, segundo a empresa, do crescimento consistente da capacidade produtiva nacional, do esforço dos agentes do sector, da melhoria das condições de produção e da integração progressiva de produtores familiares e empresariais numa cadeia cada vez mais estruturada.
O Grupo Carrinho recorda que, em períodos anteriores, o mercado registou constrangimentos de oferta que conduziram a uma maior dependência externa, mas que o actual contexto, marcado por maior fiabilidade produtiva, melhoria dos padrões sanitários e reforço da coordenação entre produção, logística e distribuição, já não justifica a continuidade das importações.
No comunicado, a companhia sublinha ainda que a competitividade da cadeia suinícola depende, em grande medida, do custo da ração, nomeadamente do milho (produto também que o Grupo deixou de importar este ano) e da soja, principais componentes dos custos de produção. O reforço da oferta nacional destas matérias-primas é apontado como determinante para a redução de custos e para uma maior previsibilidade dos preços.
Com o fim das importações, o Grupo Carrinho antevê impactos como a estabilização dos preços, a geração de rendimento nacional através da substituição de divisas, o reforço da segurança alimentar e a criação de oportunidades económicas ao longo da cadeia de valor da pecuária.
A empresa apela a outros operadores do sector para que priorizem a produção nacional, reforcem o mercado interno, valorizem o trabalho dos produtores locais e contribuam para a construção de uma economia mais robusta, resiliente e sustentável.

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