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Custo dos fertilizantes inibe produção agrícola

Fernando Baxi
2/3/2026
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Foto:
DR

Agricultores queixam-se do elevado custo e da irregularidade no fornecimento de fertilizantes em Angola, pois tais factos têm impacto (directo) na produtividade.

A aquisição de fertilizantes é uma das principais preocupações dos agricultores, face ao custo, pois o País depende de importações, num momento em que vive uma das piores fases em matéria cambial. Ainda assim, os homens do campo acreditam que a indústria nacional há de resolver o problema.

Os agricultores queixam-se do elevado custo e da irregularidade no fornecimento de fertilizantes em Angola, pois tais factos têm impacto (directo) na produtividade, obrigando-os a reduzir as doses recomendadas.

Na campanha agrícola 2024/2025, os preços dos fertilizantes registaram um aumento expressivo, variando entre 40% e 200%. A subida, de acordo com os operadores, foi impulsionada pelo elevado custo de importação. O saco de 50 quilogramas de fertilizante NPK 12-24-12 subiu quase 92,3%.

Relativamente aos custos reais, o saco de fertilizante NPK 12-24-12 de 50 kg, que em Novembro de 2024 estava a ser vendido a 26 mil Kwanzas, no ano seguinte subiu para 50 mil Kwanzas. A embalagem de 25 kg, que era comercializada a 10 mil Kwanzas (Kz), actualmente custa 30 mil Kwanzas (Kz). Traduzindo-se num aumento de 200%.

Em declarações à E&M, Aldino Fernandes, presidente da Cooperativa Yo-Sanga, no município do Dombe Grande, província de Benguela, disse ter gasto mais de 700 mil Kwanzas no cultivo de sete hectares de milho na última campanha agrícola. “A vida do homem no campo está muito cara”.

Leia este artigo na íntegra na edição 257 da revista Economia & Mercado, disponível nas bancas.