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Decisões impulsivas afectam negócios na construção civil, diz arquitecta

Fernando Baxi
1/4/2026
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Foto:
DR

A arquitecta de profissão também apontou a diversificação dos negócios como uma das estratégias para reduzir os riscos financeiros.

A falta de fiscalização e decisões impulsivas estão entre os principais entraves do crescimento sustentáveis no sector da construção civil, afirmou recentemente a arquitecta Maria Morais, durante a participação na Conferência Anual de Jovens Mulheres Empresárias, realizada em Luanda.

Somado aos dois factores anómalos ao crescimento do negócio no segmento da construção, segundo a arquitecta, está a desorganização, daí aconselhar as organizações a investirem na valorização dos quadros, criando equipas capacitadas e alinhadas com visão da empresa.       

Maria Morais também apontou a diversificação dos negócios como uma das estratégias para reduzir os riscos financeiros. Ao actuar em várias áreas, continuou, é possível criar múltiplas fontes de rendimento e garantir maior estabilidade em cenários económicos considerados desafiantes.

Para a arquitecta, o sucesso no mundo dos negócios depende da criação de estruturas sólidas e de gestão orientada para resultados, como forma de garantir rentabilidade e sustentabilidade das iniciativas empresariais.

Ao longo da intervenção, a arquitecta disse apoiar empresas e empreendedores na estruturação dos negócios, focando-se na definição de estratégias, organização interna e tomada de decisões baseada nos dados.     

Muitos clientes, esclareceu Maria Morais, que falou para jovens mulheres empresárias, chegam sem direcção clara, mas tem sido possível transformar ideias em projectos viáveis e sustentáveis, após orientação adequada.

É de opinião que a arquitectura deva assumir um papel mais funcional no desenvolvimento urbano do País e deixar de estar centrada na estética para passar a responder às necessidades (reais) da população, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e valorização dos espaços.  

Relativamente ao digital, afirmou que a presença nas redes sociais tem impacto directo nos negócios, permitindo atrair oportunidades e reforçar a credibilidade junto do mercado. “Quem não comunica, não existe”.

A respeito do empreendedorismo feminino, reconheceu existirem desafios, sobretudo ligados ao preconceito em relação à mulher com postura firme.

Mas, considerou haver evolução (significativa) com mais mulheres preparadas para assumir posições de liderança em qualquer esfera social.

“A combinação entre método, disciplina e coragem continua a ser o caminho mais seguro para construir negócios sólidos e gerar resultados consistentes no mercado angolano”, disse Maria Morais que participou do evento em alusão ao “Março Mulher”.