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Desempenho da banca depende da estabilidade macro-económica, diz CEO do Banco Sol

Fernando Baxi
30/5/2026
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Foto:
Andrade Lino

Membro do board do Banco Sol é apologista de que o sector bancário seja capaz de captar e gerar poupança que possa impactar no PIB.

A estabilidade macro-económica é o factor principal para a sustentabilidade do sector bancário, defendeu Osvaldo Macaia, presidente da Comissão Executiva do Banco Sol, quando participou do painel de debate do “Angola Banking Conference”, evento, recentemente, realizado em Luanda, co-organizado pela Revista Economia & Mercado (E&M) e PwC.     

As declarações do  PCE do Banco Sol, uma das instituições bancárias que já foi de importância sistémica, resultou do tema levado ao debate “O Futuro da Banca em Angola: Resiliência, Inovação e Sustentabilidade do Negócio”     

Para Osvaldo Macaia, a banca opera num enquadramento político, social e económico e a “estabilidade macro-económica é um factor principal para a sustentabilidade do sector bancário”.

Ainda discorrendo sobre a importância da banca na economia, o membro do board do Banco Sol é apologista de que o sector bancário seja capaz de captar e gerar poupança que possa impactar no PIB, tendo em atenção as recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI).        

“Um relatório que o FMI fez sobre a avaliação do sistema financeiro angolano destacou que o activo total da nossa banca compreende apenas a 25% do nosso PIB”, declarou Osvaldo Macaia, durante a intervenção no painel de bate do evento que já na quarta edição.   

O CEO de um dos bancos de maior capilaridade no País também abordou a questão da inflação, ao contrário dos anos anteriores teve uma posição favorável ao regulador (BNA), pois aquele fenómeno anómalo à economia nacional, avançou,  regista trajectória negativa em relação ao passado.    

“Hoje estamos a assistir a uma trajectória decrescente das taxas de juro e também da inflação. O custo do funding têm estado a reduzir”, declarou.

Para sustentar o argumento avançado, falou a respeito do movimento verificado no mercado monetário interbancário nos últimos dois anos, em que a taxa de juro estava próxima de 30%. “Hoje os bancos têm disponibilidade para ceder (julgo eu) a 11%  12%”.