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BNA reúne-se na 4ª edição do CPM do ano com expectativas de novo corte nas taxas de juro

Adnardo Barros
10/7/2026
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Para a decisão de corte do juro, pesam na avaliação os dados mais recentes da inflação homóloga.

 O Comité de Política Monetária (CPM) do Banco Nacional de Angola (BNA) reúne-se na próxima segunda e terça-feira, dias 13 e 14 de julho, para definir as taxas de juro que vão ditar os rumos da economia nos próximos 45 dias, num cenário marcado pela queda acentuada da inflação homóloga para os 10,11% em Junho. 

Diante deste quadro de estabilização dos preços, a decisão do órgão liderado por Manuel Tiago Dias deve ser a de reduzir a Taxa BNA para o intervalo entre 16,50% e 16,75%. Esta medida dará continuidade ao ciclo de flexibilização iniciado em Janeiro com um corte de 1 ponto percentual para 17,50%, mantido em Março com uma pausa estratégica para avaliação de risco, e reforçado em Maio com uma nova redução de 0,50 pontos percentuais para os atuais 17%. 

A orientação justifica-se pelo recuo expressivo da inflação, que consolidou a trajectória de queda no curto prazo e abriu espaço para o alívio na política contracionista.

Para a decisão de corte do juro, pesam na avaliação os dados mais recentes da inflação homóloga. Ao situar-se já abaixo da meta anual de 11,5% revista pelo próprio banco central em Maio, este indicador liberta a autoridade monetária para mitigar o prémio de risco real excessivo, de forma a aliviar o custo do crédito e a estimular o crescimento do sector não petrolífero.

Pelo lado externo, a estabilidade demonstrada pelo mercado cambial e a solidez das Reservas Internacionais Líquidas(RIL) atenuam o risco de choques na inflação importada. Estes factores oferecem a almofada necessária para uma postura mais audaz na condução da política monetária nacional.