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Development Workshop Angola analisa acções concretas para o fortalecimento do direito à cidade e da justiça climática

Andrade Lino
12/5/2026
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Foto:
Cedida

Gestão inadequada de resíduos sólidos e acesso irregular à água perfilam-se entre os problemas identificados pelo diagnóstico

A Development Workshop Angola apresentou hoje em Luanda os resultados do Diagnóstico Participativo de Vulnerabilidade de Riscos Ambientais, um estudo que visa à construção de soluções sustentáveis e inclusivas para os desafios ambientais e urbanos que afectam, sobretudo, as populações mais vulneráveis.

A pesquisa, realizada entre Janeiro e Julho de 2025, foi apresentada durante um workshop que teve como principal objectivo assegurar que os resultados do diagnóstico reflictam as realidades vividas pelas comunidades, servindo de base para a formulação de políticas públicas e acções concretas orientadas para o fortalecimento do direito à cidade e da justiça climática.

O relatório, enquadrado no projecto “Reivindicar o Direito à Cidade e Justiça Climática: fortalecer os movimentos sociais através da coprodução de conhecimento em Angola”, implementado nos municípios do Cazenga, Cacuaco e Viana, na província de Luanda, reforça a necessidade de respostas urgentes e articuladas aos impactos crescentes das mudanças climáticas nas comunidades urbanas e periurbanas do País.

Segundo a organização, o encontro, que reuniu instituições públicas, organizações da sociedade civil, representantes comunitários e parceiros estratégicos, constituiu uma etapa estratégica para consolidar evidências recolhidas através de metodologias participativas, permitindo identificar riscos ambientais concretos enfrentados pelas comunidades e fortalecer mecanismos locais de incidência e participação cidadã na formulação de respostas aos desafios climáticos.

Entre os principais problemas identificados pelo diagnóstico constam fragilidades no saneamento básico, gestão inadequada de resíduos sólidos, acesso irregular à água, fornecimento intermitente de energia eléctrica, desigualdades no acesso à terra, sobrelotação habitacional, informalidade estrutural e insuficiência de infra-estruturas urbanas.

Citado na nota partilhada com a E&M, o director-geral da DW-Angola, Allan Cain, destacou que o direito à cidade deve ser entendido como um direito colectivo, assente na participação activa das comunidades, defendendo igualmente uma “abordagem integrada para enfrentar os impactos das alterações climáticas nos contextos urbanos”.

A iniciativa é financiada pela MISEREOR e implementada pela Development Workshop Angola, em parceria com a Plataforma Global pelo Direito à Cidade, o Instituto Pólis e a Kota Kita.

Durante o evento, a DW-Angola reforçou ainda o seu compromisso com a promoção de políticas e práticas orientadas para o desenvolvimento urbano sustentável e para o fortalecimento das comunidades enquanto actores centrais na resposta às mudanças climática.