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Executivo define meta “ousada” de incluir 65% da população em serviços financeiros até 2027

Adnardo Barros
12/1/2026
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Foto:
DR

Nova Estratégia Nacional de Inclusão Financeira é considerada ambiciosa, mas especialistas alertam que desafio estrutural exige mais do que medidas sectoriais.

A nova Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF) 2025–2027 estabelece uma meta ousada de elevar de 49% para 65% a parcela da população adulta com acesso a serviços financeiros formais até 2027, um instrumento que visa alargar o acesso da população e das empresas aos serviços financeiros formais, reforçar a literacia financeira e reduzir assimetrias regionais no país. Publicada através do Decreto Presidencial n.º 237/25, de 18 de Novembro, a estratégia surge num contexto em que, segundo o Observatório de Inclusão Financeira, mais de metade dos angolanos (51%) permanece excluída do sistema financeiro. A exclusão é agravada por assimetrias regionais gritantes com serviços concentrados em Luanda e no litoral  e atinge principalmente mulheres, jovens, população rural e trabalhadores informais.

A ENIF estruturou em quatro eixos o plano que começa a ser executado em 2026 que passa pelo acesso a contas e pagamentos digitais, crédito para Medias Pequenas Micro Empresas(MPME), protecção e educação do consumidor, e infra-estrutura de acesso. No entanto, o plano enfrenta o desafio de conectar uma população com deficit de documentos de identidade, rede viária precária, energia instável e conectividade digital insuficiente.

Leia este artigo na íntegra na edição de Janeiro da revista Economia & Mercado, já disponível nas bancas.