O Fundo Activo de Capital de Risco Angolano (FACRA) e o Instituto Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (INAPEM) assinaram, nesta terça-feira, 27, em Luanda, um memorando de cooperação institucional com vista ao fortalecimento do ecossistema de apoio às micro, pequenas e médias empresas (MPME), num passo considerado estratégico para a dinamização da produção nacional, da competitividade empresarial e da inclusão produtiva na economia nacional.
Entre os principais eixos da cooperação constam o apoio à consolidação e expansão de negócios sustentáveis, acesso à base de dados de empresas certificadas com o selo “Feito em Angola”, a promoção do financiamento e do investimento, o reforço da capacitação e certificação empresarial, bem como a partilha de informação estratégica e de boas práticas.
No âmbito do memorando, o FACRA disponibiliza ao INAPEM a sua modalidade de financiamento em capital de risco, permitindo que empresas acompanhadas pelo instituto sejam encaminhadas e preparadas para aceder a este instrumento.
De acordo com os responsáveis das duas instituições, o foco incide sobre empresas com algum grau de maturidade organizacional, em particular as que actuam nos sectores do agronegócio e da logística, considerados prioritários para o escoamento da produção nacional e o reforço da segurança alimentar.
O coordenador da Comissão de Reestruturação do FACRA, Mário Mangueira, sublinha que, diferente da banca tradicional, o fundo actua através da participação no capital social das empresas, acompanhando a sua gestão e crescimento até à recuperação do investimento no final do ciclo.
No que respeita ao memorando agora assinado, Mário Mangueira explica que não foi fixado um montante específico, ficando o apoio às empresas condicionado à capacidade financeira do fundo e às prioridades estratégicas que vierem a ser definidas no plano de acção conjunto entre o FACRA e o INAPEM.
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Carteira de investimentos em 2024
Em 2024, o FACRA, que se encontra em reestruturação, concretizou quatro investimentos, todos direccionados ao sector da logística, alinhados com as medidas de estímulo à economia e de apoio à produção nacional.
Para a materialização desses projectos, foi disponibilizado um montante global de 1,2 mil milhões de kwanzas. À imprensa, Mário Mangueira explica que o modelo de capital de risco pressupõe um acompanhamento próximo das empresas investidas, com vista ao seu crescimento sustentado, distinguindo-se do modelo de crédito bancário tradicional, em que o retorno ocorre por via de juros periódicos.
Relativamente ao exercício de 2025, Mário Mangueira esclarece que não foram realizados novos investimentos, explicando que a comissão de reestruturação do respetivo fundo não detém mandato para concretizar operações financeiras. Sublinhou ainda que qualquer nova alocação de recursos depende da futura capitalização do fundo e da estratégia a ser definida pelo Executivo.

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