Os investidores e os parceiros externos não avaliam apenas indicadores económicos, mas, sobretudo, a previsibilidade política, a estabilidade institucional e a capacidade do Estado de honrar compromissos, factores que têm sustentado o reforço da credibilidade externa de Angola e impulsionado a sua atractividade económica, segundo o economista Sebastião Negócio.
As considerações foram feitas à margem do I Encontro dos Estudantes de Direito e Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN), que teve início no domingo, 4 de Janeiro, em Luanda, e encerrou esta segunda-feira, 5, sob o lema “E como será 2026”.
Para o economista, a previsibilidade política e a consistência institucional criam um ambiente mais favorável ao investimento privado e à cooperação financeira internacional, ao mesmo tempo que fortalecem a confiança dos mercados.
Na sua análise, Angola tem vindo a afirmar-se não apenas como um actor político relevante na região, mas também como uma economia com maior capacidade de planeamento de médio e longo prazo, resultado de uma diplomacia estável, alinhada com princípios de legalidade, diálogo e cooperação multilateral.
“Num contexto regional complexo, Angola apresenta sinais de continuidade governativa e respeito pelas instituições, factores que reduzem a percepção de risco e aumentam a confiança dos mercados”, afirmou o economista, sublinhando que essa estabilidade institucional é observada atentamente por agentes económicos e parceiros financeiros.
Para consolidar este posicionamento, defendeu a continuidade das reformas institucionais, o reforço da boa governação e a manutenção de políticas públicas previsíveis, que considera essenciais para transformar a credibilidade política acumulada em crescimento económico sustentável e duradouro.

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